Bairros

Bauru já tem cinco casos de dengue

Da Redação
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O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou ontem quatro casos de dengue autóctones (contraídos na própria cidade) em Bauru. Com isso, sobe para cinco o número de pessoas com a doença neste ano na cidade.

O número, apesar de ainda não ser alto, preocupa porque 45 pessoas de pontos distintos da cidade estão fazendo exames por estarem sob suspeita de terem contraído a doença. No ano passado foram registrados 121 casos de dengue em Bauru.

Diante das novas confirmações, a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) estará realizando nebulizações hoje, no Jardim Redentor, bairro onde foi confirmado dois casos da doença. Os agentes farão a nebulização, que consiste em matar os mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue, com inseticidas, de casa em casa.

Na Vila Universitária e na Vila Falcão também existem moradores contaminados - uma pessoa infectada em cada bairro. Segundo Pedro Dourado de Carvalho, da Sucen, o trabalho de nebulização no Jardim Redentor será iniciado hoje e terá continuidade na segunda e terça-feira, se necessário.

Hoje, serão visitadas as vias que ficam nas imediações da rua Santa Paula, avenida Cruzeiro do Sul, rua Carlos Giaxa e rua São Patrício. Carvalho pede para que os moradores recebam os agentes da Sucen, que estarão uniformizados e com crachá.

Ele lembra que a nebulização não faz mal à saúde se tomada as devidas precauções. Carvalho orienta cobrir os alimentos, retirar roupas do varal, abrir portas e janelas e levantar colchas e toalhas, pois o mosquito fica embaixo de camas e mesas.

Outra dica aos moradores é para permanecerem 15 minutos do lado de fora da casa após a nebulização. Os agentes de saúde estão em alerta porque os casos foram detectados em regiões distintas da cidade, o que significa que a transmissão está espalhada, informa a assessoria de imprensa da prefeitura.

Outra preocupação é com a baixa notificação dos casos. Ou seja, pessoas podem ter contraído a doença e não ter procurado um médico, o que aumenta o risco da transmissão aumentar sem que os órgãos de saúde saibam.

Devido a essa preocupação, o DSC reforça a orientação para que as pessoas não se automediquem e que procurem os serviços de saúde. Aqueles que perceberam os sintomas da dengue (dor de cabeça, febre alta, dor pelo corpo e vômito) nos últimos 30 dias também estão sendo orientados a entrarem em contato com o DSC para que façam coleta de sangue para análise.

“Foram quatro casos em uma semana, dois no mesmo bairro”, diz Carvalho, lembrando que a colaboração dos moradores é indispensável. “Em cada quarteirão visitado pelos técnicos há pelo menos uma casa com as larvas do mosquito Aedes aegypti”, enfatiza.

Os moradores reclamam do desleixo com terrenos baldios na região dos bairros afetados. Segundo Ermelinda Aparecida Dalcol Santos, moradora do Jardim Redentor, um terreno baldio localizado na rua Carlos Giaxa, próximo a sua casa, é criadouro do mosquito. “As pessoas jogam lixo no terreno durante a noite. Latas e sacolas plásticas acumulam água”, diz.

Nilce Losila da Silva, moradora da Vila Falcão, conta que há um terreno baldio na quadra 7 da rua Sabatino Scriptore, em que a dona não faz manutenção há algum tempo, com latas que represam água, local ideal para a procriação dos mosquitos. “Os donos nunca vêm ver e cuidar”, salienta.

• Serviço

Casos suspeitos de dengue podem ser comunicados aos DSC pelo telefone (14) 235-1488.

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