Bairros

Unesp é a que concentra maior número de 'forasteiros'

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Por possuir instituições de ensino reconhecidas em todo o País, Bauru passou a ser chamada de “cidade universitária”. O título remete à quantidade de estudantes que se mudam anualmente para o município com o objetivo de cursar uma das duas instituições públicas ou cinco privadas que estão instaladas na cidade.

Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), quase 90% dos estudantes são de outras cidades do Estado ou do País. Isso significa um contingente anual de cerca de 4 mil pessoas que chegam à cidade em busca de moradia e estrutura.

O campus da Universidade de São Paulo (USP) é outro atrativo para os universitários. Concentrando os cursos de Fonoaudiologia, Odontologia e Nutrição, ele recebe cerca de 300 alunos todos os anos, a maioria “forasteiro”.

Além das duas universidades públicas, há instituições particulares, como a Universidade do Sagrado Coração (USC), com cerca de 3 mil alunos ingressando anualmente.

De acordo com a secretária da Pró-Reitoria Comunitária da instituição, Rosane Slompo, 30% desse total seria formado por pessoas de outras cidades. “Tem muita gente da região. Uns viajam diariamente para estudar; outros arrumam um lugar e ficam por aqui”, conclui.

A Universidade Paulista (Unip) também atrai um grande contingente de alunos de outras cidades. De acordo com informações do diretor da instituição, Geraldo Magella, este ano a Unip deverá ter 4 mil alunos, sendo que 40% desse total são de outras cidades. Assim como na USC, uma boa parcela viaja todos os dias para estudar na faculdade.

Facilidades

Alguns bairros são mais “universitários” que outros. Segundo o setor imobiliário, representantes das universidades e veteranos consultados pela reportagem do JC nos Bairros, a preferência recai sobre aqueles que oferecem mais mobilidade e segurança.

Entram nesse quesito o Jardim Brasil (que abriga a USC), o Jardim Panorama e o Higienópolis, localizados um ao lado do outro.

A Vila Universitária (por abrigar a Universidade de São Paulo (USP)), a Vila Falcão (que é a sede da Instituição Toledo de Ensino (ITE)) e o Núcleo Geisel (vizinho à Unesp) também estão na preferência dos universitários.

“Muita gente também escolhe a região central para morar, por encontrar uma série de benefícios no local”, destaca a advogada Marlene Rezende, proprietária de uma grande imobiliária da cidade.

Ela explica que, de sete anos para cá, aumentou muito a oferta de apartamentos de um quarto e kitnetes destinadas a esse público específico. De acordo com uma matéria publicada pelo Jornal da Cidade no ano passado, entre janeiro e fevereiro de 2001, foram entregues 500 novas unidades desse tipo de imóvel na cidade e todas foram ocupadas.

Segundo Marlene, tanto o Parque das Camélias quanto os prédios que existem no Jardim Contorno são bastante requisitados por alunos da Unesp. “Eles ficam no caminho da universidade e os bairros têm uma boa estrutura para comportar esse tipo de morador”, explica, referindo-se ao farto comércio existente no local.

O aluguel nesses bairros também é considerado acessível para os estudantes. Há casas de dois quartos custando a partir de R$ 300,00. “Para quem vai dividir o valor do aluguel, não é tão caro”, destaca Marlene.

Quem opta por morar sozinho pode escolher entre kitnetes e apartamentos de um quarto. O preço varia de R$ 160,00 a R$ 300,00, dependendo do tamanho do imóvel.

Apartamentos de dois quartos também podem ser encontrados nessa faixa de preço. No Parque dos Camélias, por exemplo, há locações na faixa dos R$ 250,00 (dois dormitórios).

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