“No período que antecedeu as festas de Natal, me vi na rua Batista de Carvalho, em plena véspera do evento, tal como um zumbi na turba, de loja em loja à procura de presentes para familiares, movido mais pela corrente humana do que por minha própria vontade. Uma experiência sempre nova, apesar de repetitiva. Uma perfeita demonstração da maravilhosa obra da miscigenação ali fica demonstrada. Não precisa-se comprar nada, basta observar. Esse não é o motivo da missiva, mas sim a inescrupulosa ação de comerciantes que ao ouvirem a frase:..â€a Nota Fiscal, por favorâ€...estalam os olhos, são tomados por uma metamorfose facial que os transforma imediatamente, tal como a luz do luar no rosto de um lobisomem. Como num passe de mágica, digno de Hary Potter, deixam as gentilezas de lado e esquecem a velha relação cliente / vendedor.
Você passa a ser encarado como um agressor e toda a sorte de desculpas lhes são dadas: o talão acabou...está no escritório...o computador travou...acabou a bobina.. você precisa para quê?...e por aí afora. E não foram lojas pequenas, mas verdadeiras instituições comerciais de renome nacional que dificultaram a emissão da dita cuja Nota Fiscal. A sonegação impera e prolifera, sem a devida fiscalização. Se existe a lei, que seja cumprida por todos. Se a lei é perversa, mudem a lei, mas a cumpram. Tudo isso, porém, não quebrou o encanto e o momento do Natal, pois o ato de presentear é muito mais que a entrega de um objeto para alguém, é manifestação de amor amizade e solidariedade. (Eduardo A Rodrigues - RG - 9123787)