Segundo o engenheiro civil e coordenador técnico da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), José Abras, a responsabilidade técnica do projeto do Núcleo Quinta da Bela Olinda não é da Cohab, mas sim da construtora que foi contratada para efetuar as obras.
“O que ocorre é que cada mutuário comprou o terreno e escolheu uma construtora para executar a obra. Eles, então, contrataram a construtora VAT para construir a casa para eles e o financiamento foi pela Cohab. A responsabilidade técnica do projeto é da construtora VAT e a fiscalização, antes de cada medição, era feita por um engenheiro da Caixa Econômica Federalâ€. Segundo Abras, cabia à Cohab, na ocasião, fazer somente a medição do andamento da obra para a liberação do dinheiro referente ao financiamento. O engenheiro afirma que a cláusula nona do contrato firmado com os mutuários do núcleo Quinta da Bela Olinda é bastante clara. “Ela diz que a Cohab não tem responsabilidade técnica sobre a construção do imóvelâ€, explica.
Abras afirma que a construtora VAT teve sérios problemas financeiros e que há informações de que ela foi vendida para a Construtora Paes de Lima, em Birigui. Segundo o engenheiro, que tem atendido pessoalmente os moradores do núcleo, eles têm sido orientados a procurar a nova construtora. “Eu digo a eles que eu tenho o nome da empresa que, segundo me disseram, comprou a construtora VAT. Eu digo a eles que procure localizá-la, porque nós não temos contato com a empresa, ou então que eles se dirijam à Caixa Federal.â€
Segundo o engenheiro, quando os moradores pedem que seja realizada uma vistoria para encaminhar o caso ao departamento de seguro, um engenheiro da Cohab é deslocado até o local. “Mas o seguro só considera quando a casa está para desabar. Concertos eles não consideramâ€, explica.
O engenheiro admite que o terreno onde foram construídas as casas é desnivelado. “Eu vou mentir para você se eu disser que aquilo é uma maravilhaâ€, afirma.
A reportagem não conseguiu entrar em contato com a construtora responsável pela obra.