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Prefeitura terceirizará os serviços

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 4 min

A Prefeitura de Bauru deve contratar serviços terceirizados para recuperar trechos da cidade que foram afetados pela chuva que caiu sobre a cidade na madrugada de segunda-feira. Ontem, a prefeitura iniciou ações emergenciais nos pontos mais críticos.

A partir de hoje, devido à publicação do estado de emergência no Diário Oficial do Município (DOM), a administração municipal terá como ampliar e agilizar seus trabalhos.

O decreto garante recursos da ordem de R$ 1 milhão às secretarias de Obras e Administrações Regionais (Sear) para contratação de maquinário e mão-de-obra, sem as exigências do processo de licitação.

“Com a dotação orçamentária, vamos estudar como os principais problemas serão combatidos. Pretendo, por exemplo, contratar serviços terceirizados para recuperar alguns trechos da cidade, como a avenida Comendador José da Silva Marta”, explica o secretário de Obras, Antônio Carlos Duarte.

Esse trecho, assim como o bairro Ferradura Mirim, a avenida Rodrigues Alves, nas proximidades do Horto Florestal, e a avenida Nações Unidas integraram a lista das prioridades da administração municipal.

O trabalho de recuperação das ruas Manoel Pereira Rola, Joquim Fidelis e São Gonçalo também receberá preferência e deve ser executado através da contratação de serviço de terceiros. O assunto será avaliado hoje.

Enquanto isso, a pavimentação da quadra 8 da avenida Nações Unidas foi recuperada ontem, nos dois sentidos, trabalho que será executado hoje na quadra 20. Servidores também estiveram nos outros pontos citados para restabelecê-los.

“Só a obra da avenida Rodrigues Alves que leverá cerca de um mês para ser concluída. Nas outras, a ação será mais rápida. Se o tempo ficar firme, em três dias os trabalhos serão coancluídos. Se a terra não estiver encharcada, dá para pavimentar”, ressalta o secretário.

Segundo Duarte, só sua secretaria deve despender cerca de R$ 300 mil no projeto de recuperação da cidade, que inclui aproximadamente seis mil metros quadrados de pavimentação, além de aluguel de máquinas e material.

Sear

“A Sear vai ficar com o trabalho mais pesado”, conta. O responsável pela secretaria, Arlindo Figueiredo, está aguardando para hoje uma lista, que será elaborada pelas sete regionais instaladas no município, sobre os pontos mais urgentes a serem atacados.

“Depois, vamos priorizá-los com o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito”, enfatiza o secretário.

“Devido à instabilidade do tempo, só trabalhos de emergência foram desempenhados hoje (ontem)”, conta sem dar detalhes.

Devido à mesma dificuldade, a situação de Bauru só voltará a ser como ante da chuva em três meses. Essa é a opinião de Brito, que classificou como castigada a periferia de Bauru.

“Para dar uma resposta rápida à população da cidade, a administração municipal deveria contar com 1.500 homens e 100 máquinas, mas sabemos que a situação é bem diferente. Por isso, a população terá de se adaptar à dificuldade” alerta.

Ontem e anteontem cerca de 370 homens trabalharam com pouco mais de 15 máquinas.

Na opinião de Brito, a administração municipal deveria dispor de uma equipe para realizar trabalho permanente ao longo do ano a fim de que os problemas não estourassem no período de chuvas.

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Expectativa

Moradores de diversos bairros esperam participar da lista de prioridades da adminitração municipal. É o caso por exemplo, da dona de casa, Nelcy Nunes Martins. Ela mora da Alameda Copérnico, quadra 12, no Parque Roosevelt.

“A rua está intransitável. Toda vez que chove fica pior. Espero que a verba liberada seja utilizada para resolver a nossa situação. Até o ponto de ônibus foi deslocado”, frisa.

Compartilha da mesma expectativa o morador do Parque Santa Edwirges, Alan Hertul. Em função da chuva, uma erosão em frente à casa dele, que fica na quadra 6 da Alameda Marte, aumentou e ameaçou sua residência.

“Hoje (ontem) jogaram terra aqui, mas o serviço foi mal feito e o carro não entra ou sai de casa. Ele atola. Tive que chamar um vizinho para retirá-lo do meio da rua. Chego a pensar que estava melhor antes”, conta.

Ao contrário dele, Edmilson Reinaldo está satisfeito com os trabalhos da administração municipal. Ele mora na quadra 3 da rua Natal Fornazari, no Ferradura Mirim.

“As obras começaram e estão acabando, aos poucos, com uma erosão que tinha aqui. Agora consigo dormir em paz mesmo em dia de chuva. Espero que recursos ajudem na conclusão rápida dos trabalhos”, conclui.

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