Tribuna do Leitor

Somos todos irmãos


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Dando seqüência à minha reflexão sobre o tema “Evangélicos somos todos nós”, publicado nesta coluna em 9/2/03, concluo: somos todos irmãos. Algumas religiões, todavia, admitem ser irmãos apenas os membros de sua comunidade. Quanta ignorância! Que desconhecimento dos ensinamentos de Cristo! Pois com isso, estão eles afirmando que são, sim filhos de Deus, portanto irmãos, e que nós que fazemos parte de outras igrejas, não seríamos. Se não somos filhos de Deus, seríamos pois de seu opositor; quanta blasfêmia, quem são essas pessoas para negar-nos a Paternidade Divina que está claramente exposta na Bíblia? Outra blasfêmia observada por mim é quando afirmam que já estão salvos. Que autoridade divina tem qualquer ser humano para fazer essa afirmação? Os fariseus também julgavam que eram os guardiões da religiosidade de sua época e faziam tais afirmações, e Cristo mostrou-nos o quanto estavam errados. O mesmo ocorre em relação à fé. É comum vermos pessoas afirmando que “fulano não tem fé”, ou que “sua fé é fraca”. Novamente procurando na Bíblia, encontramos a passagem do centurião (comandante militar romano, de uma guarnição de cem soldados, portanto, uma máquina de matar para a época), em que Cristo afirma não ter encontrado tamanha fé nem entre seus discípulos. E existem ainda dezenas de outras passagens, em que pessoas tidas como inferiores pela sociedade da época, portanto consideradas de pouca fé, foram curadas, porque Cristo encontrou nelas a fé verdadeira. E, todavia Pedro, quando quis caminhar sobre as águas, fraquejou, e Jesus classificou-o de “homem de pouca fé”. Vimos com isso que a fé é muito pessoal, e somente Deus pode avaliá-la; qualquer tentativa nossa nesse sentido é pura blasfêmia. E ainda temos a cura, muitos pregadores fazem até propaganda pela mídia dizendo realizar curas. Aí vemos o ápice da blasfêmia, sendo que nem mesmo Cristo afirmava curar, pois é do conhecimento de todos a frase “tua fé te curou”, pronunciada por Ele, sempre que realizava alguma cura. Como vimos, não basta decorarmos textos bíblicos, citando livro, capítulo e versículo, é preciso apreender os ensinamentos. Grato pela publicação. (Antonio Vitorino Ferreira - RG: 9.817.501)

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