Bairros

Obras retira parte do aterro de ponte

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Funcionários da Secretaria Municipal de Obras removeram ontem parte do aterro da ponte Aryton Senna, que liga o Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial I. A execução do trabalho segue orientação da empresa Albiero Projetos e Construções Ltdas, contratada para indicar medidas que resultem na sua liberação.

Desde o dia 7 de janeiro, a ponte foi interditada por medidas de segurança, após a identificação de fissuras na estrutura.

“Estamos removendo o aterro até a metade de sua altura, dos dois lados da ponte. Também promovemos a retirada da capa asfáltica, guias e sargetas da rua César Cruz Ciafrei, que dá acesso a ela. Os trabalhos devem levar de dois a três dias”, explica o secretário de Obras, Antônio Carlos Duarte.

De acordo com ele, o projetista recomendou ainda um reforço na fundação da ponte através da construção de estacas raiz, o único método indicado para o caso. Detalhes do programa não foram explicitados pelo secretário por envolver questões técnicas.

“Desde dezembro estamos monitorando a ponte. De posse dos dados, vamos elaborar ações. Elas não comprometem a produção de provas, uma vez que não estamos mexendo na sua estrutura, apenas no aterro. As fissuras e as rachaduras estão lá”, frisa.

A prefeitura ingressou na Justiça com uma ação cautelar de produção antecipada de provas. Com a medida, o município pede que sejam apontados os problemas estruturais da ponte, que foi construída pela Tofer - Engenharia, Comércio e Indústria, empresa sediada em Piracicaba.

Segundo informações extra-oficiais, o perito judicial responsável pelo caso, Denilson Douglas Bernardo, terá acesso ao processo hoje e contará com prazo de 15 dias para agendar entre as partes a data de vistoria.

Até lá, a estrutura da ponte deve ser preservada, caso contrário, a produção de provas pode ser inviabilizada. A informação foi confirmada pelo juiz da 5ª Vara Civil, Horácio Furquim Guanaes, que ainda adiantou não ter recebido pedido de autorização para obras na extensão da ponte.

Num caso hipotético do trabalho da perícia ser prejudicado devido aos trabalhos, o vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB) comentou que encaminharia a situação ao Ministério Público, como fez anteriormente.

A reportagem do JC procurou o diretor da Tofer Engenharia, Onei Torquato Ferreira, para apurar se a empresa está acompanhado as medidas adotas pela Secretaria de Obras, mas ele estava em reunião e não retornou à ligação.

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