Em 15 dias, o Instituto Ambiental Vidágua espera receber recursos do Fundo Estadual dos Recursos Hídricos para dar início ao projeto que visa recuperar todo o fundo de vale do Barreirinho. A informação foi prestada pelo vereador e conselheiro da entidade, Rodrigo Agostinho.
Segundo ele, como o recurso é limitado, o trabalho se concentrará em apenas 30 hectares. “Através da verba que foi aprovada há três anos, vamos cercar e fazer um bosque no local, que será reflorestado. Porém, não vamos mexer na erosãoâ€, explica.
O córrego continuará recebendo 15 litros de esgoto in natura por segundo, sem previsão de recuperação, como aconteceu em meados dos anos 90, quando ele foi despoluído.
“Naquela época, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) colocou interceptores de esgoto em toda a margem do Barreirinho. O esgoto passou a ser conduzido ao Ribeirão Bauru e o local tornou-se limpo. Pouco tempo depois, devido a um erro na execução do projeto do Núcleo Habitacional Nabuji Nagasawa, o esgoto voltou a ser lançadoâ€, lembra Agostinho.
De acordo com a assessoria de imprensa do DAE, a reinstalação de 200 metros de interceptores no local depende da recuperação do local erodido. Caso contrário, o departamento desperdiçaria investimento, já que as chuvas poderiam colocar novamente em risco a canalização de esgoto.
O promotor do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro vai procurar a administração municipal para encontrar uma solução para o problema, enquanto a ação da organização não-governamental Friends of the Earth não se finda.