Jaú - Enquanto o mercado internacional é apontado como uma das melhores alternativas para o crescimento da indústria brasileira e o governo federal inclui na lista de prioridades o estímulo à exportação, o pólo calçadista de Jaú coleciona números que mostram a viabilidade da estratégia: entre 2000 e 2002, a venda para o Exterior passou de aproximadamente 181 mil pares para 309.280, um crescimento de 71%.
Em termos de faturamento, o salto foi de cerca de US$ 2,17 milhões em 2000 para US$ 3,71 milhões no ano passado. A diferença de uma empresa para outra com relação ao volume exportado às vezes é grande, mas isso não desanima quem está começando.
Há indústrias, por exemplo, que em 2002 exportaram cerca de US$ 50 mil, e existe também quem tenha enviado para o Exterior US$ 2,7 milhões em calçados.
Embora algumas empresas do pólo já exportem há algum tempo, a partir de 2001 houve um avanço significativo nas ações direcionadas ao mercado externo com a implantação do Brazil Essence, um Programa Setorial Integrado (PSI) da Agência de Promoção de Exportações (Apex). Naquele ano foram exportados 243.360 pares de calçados, com uma receita de US$ 2.920.412,00.
Orçado inicialmente em R$ 6 milhões, o programa Brazil Essence conta com ações que vão da capacitação técnica e gerencial das indústrias à participação em feiras internacionais. Em 2002, por exemplo, as empresas calçadistas do pólo de Jaú levaram seus produtos a países como Alemanha, Itália, Chile, Venezuela, Emirados Árabes e Colômbia.
Passaporte
Em 2003, a primeira ação internacional do Brazil Essence será a participação na Micam, uma das principais feiras de calçados e tendências que acontece entre os dias 20 e 23 de março em Milão (Itália).
Indústrias do pólo de Jaú já confirmaram presença no estande reservado ao programa e também fizeram reserva para estar em abril na Motexha, realizada em Dubai e uma das principais vitrines para o mercado árabe e norte-africano.
Em 2002, ao ir pela primeira vez à Micam as empresas de Jaú comercializaram cerca de 40 mil pares.
O volume foi considerado muito bom tanto por ter sido a estréia das empresas no mercado europeu como também por as vendas terem acontecido na Itália, onde design e qualidade são uma espécie de “marca registrada†nos calçados. Para este ano a expectativa é ainda maior. Com a consolidação da presença nas feiras e das rotinas de exportação, as empresas de Jaú esperam conquistar definitivamente uma fatia do mercado internacional de calçados.