Bairros

Vontade política pode ser problema

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Quando se fala em planejamento de núcleos habitacionais, tudo depende da vontade do poder público municipal. É o que acredita o engenheiro José Cabral, presidente da Cooperativa de Trabalho Habitacional dos Profissionais em Engenharia e Arquitetura de Bauru (Coothea).

Ele diz que a entrega de conjuntos habitacionais sem os equipamentos públicos só ocorre se a prefeitura aceita e aprova o projeto do núcleo sem a infra-estrutura necessária. “À revelia da lei”, enfatiza.

Para Cabral, deve haver negociação. “Em condições normais, a prefeitura teria que analisar o projeto e ver o que é mais conveniente. Ela está dentro de uma postura legal. Não está exigindo nada a mais”, afirma o engenheiro.

“O planejamento dos núcleos depende da vontade política do prefeito. É a vontade política dele que vai definir”, ressalta.

O ex-prefeito Tuga Angerami (PSB) concorda com a posição de Cabral. “Quem tem que cuidar da habitação popular da baixa renda é o poder público”, salienta. “A questão do equacionamento da habitação popular passa pela vontade pública. Não tem outra alternativa”, acrescenta.

Segundo Angerami, em cuja gestão foram criados o Núcleo Mary Dota e o Bauru 16, a administração municipal tem poder para exigir os equipamentos públicos.

“Pensava-se a questão da habitação como a questão da casa, não dos equipamentos coletivos. É necessário ampliar o conceito de habitação. Habitação não é teto. É teto, saúde, transporte, lazer, educação”, afirma.

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