Política

Sessão da Câmara requenta polêmicas

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Foram necessárias apenas duas horas de reunião para os vereadores discutirem e votarem a pauta da sessão legislativa realizada na tarde de ontem. Com a ausência dos vereadores Edmundo Albuquerque (PPS), Osvaldo Paquito (PPS), Leandro Martins (PPS) e Walter Costa (PPS), nove parlamentares usaram a tribuna para requentar assuntos que geraram polêmica no passado recente.

O primeiro projeto de lei a ser votado e aprovado foi o de autoria do prefeito Nilson Costa (PPS). Ele alterou o artigo 3.º da lei 4485, de 15 de dezembro de 1999, que criou o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Bauru, o que permitirá o ingresso de novos membros.

Na seqüência, os vereadores aprovaram, por unanimidade, o projeto que cria a Comissão Permanente de Legislação Participativa, de autoria do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB). Também aprovaram Moção de Aplauso à TV Preve pelo aniversário de um ano do programa jornalístico Enfoque 31.

O discurso mais inflamado do dia foi feito pelo vereador Toninho Garmes (PSDB). O tucano criticou duramente a decisão da administração municipal de utilizar cascalho para tapar buracos no asfalto.

“Quando é que vão solucionar em definitivo o problema da Usina de Asfalto?”, cobrou da tribuna. A promessa de que a usina seria reformada, o que permitiria um aumento na sua capacidade de produção, foi feita há dois anos pelo então secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias.

Garmes também criticou o aumento da dívida municipal federalizada, que em três anos saltou de R$ 43 milhões para R$ 63 milhões. “No passado, eu já reclamava que essa dívida seria impagável. Será que essa gente não sabe fazer cálculos de juros?”, questiona.

O vereador Faria Neto (PDT) trouxe à tona novamente a polêmica que envolve o transporte de alunos da rede pública de ensino. Administração municipal e governo do Estado alimentam um “jogo de empurra” sobre essa responsabilidade.

O pedetista criticou a decisão da prefeitura de não transportar alunos da rede estadual mesmo tendo em seus ônibus lugares disponíveis. “Isso é um absurdo.”

O despejo de 13 famílias no Jardim Ferraz foi assunto dos discursos dos vereadores José Carlos Batata (PT) e Majô Jandreice (PC do B). Eles estiveram no local e constataram a gravidade da situação.

Batata e Majô se reuniram com o chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola. Os parlamentares ouviram de Marsola que o Poder Público não tem condições de arrumar moradias para essas famílias.

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