Bairros

Interdição representou prejuízo para muitos comerciantes

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Os comerciantes da região do Núcleo Mary Dota também são bastante afetados pela interdição da ponte Ayrton Senna.

Paulo Henrique Santos da Silva, proprietário de uma empresa de mototáxis localizada a poucos metros da ponte, na rua César Cruz Ciafrei, diz que o movimento caiu cerca de 30%.

Com a volta que os mototaxistas têm que fazer devido à interdição, o preço da corrida aumentou de R$ 3,00 para R$ 4,00. Os clientes reclamam e muitos acabam optando pelo ônibus ou pela travessia à pé.

“A gente tem que dar uma volta, cobra a corrida mais caro e todo mundo está reclamando”, expõe Silva, que espera uma rápida solução para o problema, por parte do poder público municipal.

Para o posto de combustível localizado na mesma rua, o prejuízo está sendo maior. As vendas caíram cerca de 60% e o proprietário, Marcos Amilton Ramos, teve de demitir dois funcionários.

Ramos explica que a redução foi gradual. No primeiro mês, a queda foi de apenas 30%. Pessoas desavisadas ainda passavam pelo local na tentativa de fazer o acesso bairro a bairro pela ponte. “Agora virou um cemitério. Estamos esquecidos aqui”, salienta.

O principal movimento no posto, agora, é de pessoas que estacionam seus veículos no local para atravessar a pé rumo ao Distrito Industrial 1. “Não compensa dar essa volta. São 16 quilômetros a mais por dia. Com o custo da gasolina alto dessa forma, as pessoas não conseguem”, explica o proprietário do posto.

“Essa ponte deveria ser levada mais a sério. É muito importante para o bairro. Isso deveria ser uma coisa de primeira necessidade”, acredita Ramos.

Outro comerciante que reclama da situação é Manoel Batista Sobrinho, que tem um bar nas proximidades da ponte. As vendas caíram 50%.

Ele explica que muitos motoristas que passavam pelo local acabavam parando para comprar cigarro ou bebidas.

“Agora, as pessoas vão pela cidade. Está complicado para todos os moradores da região. Prejudicou quase todo mundo aqui das redondezas”, afirma o dono do bar.

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