Justamente em oito de março, data dedicada internacionalmente à mulher, veio a falecer a sra. Tercina Dias de Oliveira, popularmente conhecida como “Tiaâ€. Militante política corajosa, a Tia foi presa durante os anos de chumbo e trocada pelo embaixador alemão no ano de 1970. Fixando residência em Cuba, logo fez amizade fácil com o contingente de brasileiros ali residentes, principalmente em função de sua espontaneidade e o apoio que concedia aos companheiros ali residentes. Sua casa na Ilha de Fidel, segundo aqueles que ali residiram no mesmo período assemelhava-se a um orfanato, tal qual a quantidade de crianças que a Tia ajudou a criar. Faleceu lúcida, extrovertida, e sem conseguir receber aquilo que o governo se propôs a pagar, a titulo de indenização aos ex-presos políticos. Descanse em paz, dona Tercina, pois continuaremos a sua luta. (Antonio Pedroso Júnior - e-mail: pedrosojr@chineloneles.com.br)
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