O engenheiro Denilson Douglas Bernando, nomeado pela Justiça, vistoriou a ponte Ayrton Senna, que liga a região do Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1, ontem. A construção está interditada desde o dia 7 de janeiro por causa de rachaduras surgidas na estrutura.
O perito não divulgou sua conclusão sobre o que causou as rachaduras na ponte, alegando impedimento judicial. Ele explicou que, com base nas medições que realizou ontem usando trenas e metros e fotos tiradas no local vai elaborar um laudo, que será anexado ao processo.
“Como trata-se de um processo judicial, não posso divulgar nada. O que posso dizer, por enquanto, é que estamos verificando a distância entre os eixos das estacas. Essa distância será comparada à prevista no projetoâ€, explica.
O laudo pericial da ponte foi solicitada pela Prefeitura de Bauru, que ingressou na Justiça com medida cautelar de produção antecipada de provas. Na ação, o município pede que sejam apontados os problemas estruturais da ponte.
Na ação, a prefeitura pede que seja esclarecido se a ponte foi ou não construída conforme o projeto original. A suspeita é que a inclinação entre as estacas, de 2,4 metros previstos no projeto, não foi respeitada.
Se a ponte foi construída seguindo o projeto, a prefeitura solicita indicação das possíveis causas das rachaduras. Se ficar concluída que as rachaduras surgiram devido a erro da construtora responsável, a Tofer Engenharia, a prefeitura poderá acioná-la para ressarcir o prejuízo.
Há, ainda a possibilidade do erro ter sido fortuito, da prefeitura e do projetista. A Secretaria de Obras contratou uma empresa para fazer o projeto de recuperação da ponte. Porém, os serviços só devem começar após a perícia.
O secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, e o engenheiro Júlio Timerman, representando a Tofer, acompanharam a perícia. Duarte ressaltou que o laudo do perito é o único válido no processo judicial.
O representante da Tofer disse esperar que o laudo esclareça as causas das rachaduras. Bernardo, que não estabeleceu prazo para entregar o laudo à Justiça, também não descarta a possibilidade de ter que voltar à ponte e fazer novas medições.
____________________
Laudo da Assenag
A comissão da Associação dos Engenheiros e Arquitetos e Agrônimos (Assenag) de Bauru reuniram-se diariamente desde segunda-feira, quando visitaram a ponte interditada. O laudo sobre as possíveis causas das rachaduras surgidas na estrutura da ponde seria divulgado ontem.
Porém, os especialistas decidiram checar algumas medidas da fundação tiradas na primeira visita. Eles esperam concluir o relatório e emitir o parecer na segunda-feira. “Como estamos comparando o projeto com a obra executada, não podemos ter dúvidas. Mas trata-se de um problemas graveâ€, afirma Luiz Carlos da Silva Mendes, presidente da diretoria executiva da Assenag.