Está novamente o grande país na crise de outros tempos, vendo-se desenhado indelevelmente no deficiente cenário econômico que teve a infelicidade de ter pela frente em vários governos passados. Os reflexos da situação estão aí na recambiada, ainda que tênue, da inflação e dos juros públicos e particulares, que acontece exatamente como não esperavam para tão logo o pequeno e o médio empresário, os quais, por consequência, encontram-se em desesperada procura de saídas efetivas para sua problemática. Fazem-no tentando descobri-las nos locais onde se escondem privilegiadamente como “ladrões de lucros†e, logicamente, afetam a maioria dos negócios empresariais. É indubitável, então, que todos precisam identificar tanto quanto possível, até no fundo dos poços, os ítens deficitários das respectivas empresas, tendo em vista localizá-los na claridade das ofuscantes luzes de suas despesas, como o custo de aquisição dos bens vendáveis, os variados e caríssimos tributos, comissões de vendedores e, inclusive, as genéricas e poderosas fontes concorrentes. Não só isso, mas, igualmente, toda a sistemática comerciária, eis que, como ensina muito bem um mestre de categoria, na esfera ampla do consumidor existe tanto aquele propenso “a ouvir, mas chegado a uma conversa improdutiva, como o de tendência controladora, freguês decidido, mas reconhecidamente impacienteâ€...
Conclui-se que as andanças ou vertigens econômicas imperantes fazem exigências maiores que as normais às pequenas e médias organizações, tanto industriais como comerciais e de serviços pessoais. Não pode ser descartado, por exemplo, a realização de um profundo planejamento de vendas, segundo o qual a grande clientela possa sentir-se incentivada mediante animadoras vantagens de preços e qualidades. Nesta semana, o prestigioso e prestigiado Senac-Bauru (Serviço Nacional da Aprendizagem Comercial) estará escancarando portas e janelas (chaminés, não!) para um curso intensivo sobre administração das mencionadas categorias de empresas, tendendo a informá-las suficientemente sobre os rumos que precisam adotar preventivamente em cada área e trabalhos de acordo com os seus propósitos. Destaca, acertadamente, o professor, que “quanto mais informações específicas o empresário obtiver sobre seu empreendimento mais segurança e valor vai imprimir a seus negócios†e, logicamente, enfrentar e vencer galhardamente a inflação e os juros que tanto guerreiam as suas pretensões e, ao mesmo tempo, afligem a economia nacional. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)