Bairros

Programa Bolsa-Escola atenderá as mães das crianças inscritas

Da Redação
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Ainda como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher, ocorrido no último dia 8, o Ministério da Educação (MEC) programou uma expansão do Programa Bolsa-Escola, que ajudará, a partir de maio, as mães das crianças inscritas no projeto. As mulheres que não souberem ler e nem escrever poderão se alfabetizar e receber um auxílio de R$ 50,00.

O MEC informou que o investimento total deverá ser de R$ 200,00 por cada mulher alfabetizada, incluindo gastos com a bolsa para a mãe, para o professor e para o material didático. Segundo o ministério, o Programa de Alfabetização das Mães funcionará como o Bolsa-Escola, com o custeio e a orientação pedagógica a cargo do governo federal. As prefeituras municipais responsáveis pelo cadastramento das mulheres para a alfabetização.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15,5% das mulheres acima de 15 anos ainda são analfabetas no País. Os números do IBGE mostram ainda que essa porcentagem reflete apenas uma parte dos mais de 16 milhões de brasileiros que não sabem ler e nem escrever.

A Bahia, que possui o maior número de analfabetos, cerca de dois milhões, deverá inaugurar o programa para as mães. São Paulo é o segundo Estado com mais analfabetos.

Alfabetização das crianças

Nesse cenário, o MEC tem cadastradas mais de cinco milhões de famílias no programa Bolsa-Escola, as quais recebem mensalmente entre R$ 15,00 e R$ 45,00, conforme o número de filhos matriculados na escola.

Em Bauru, de acordo com o cadastro na Secretaria Municipal de Educação, mais de 5 mil crianças estão no projeto.

Fabíola Pereira Soares, diretora do Departamento Pedagógico da secretaria, diz que o programa para as mães, quando chegar a Bauru, poderá beneficiar quase três mil famílias.

A diretora explica que o número de famílias cadastradas na cidade, que chega a 2995, ultrapassa o teto de benefícios estipulado pelo MEC, inicialmente em 2.984 bolsas. No entanto, segundo o governo federal, o projeto deve possuir um caráter includente, e não excludente. O Bolsa-Escola foi implantado em Bauru há dois anos.

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