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Tributo à história


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Muito do que a água e a terra ainda não conseguiram destruir através dos tempos vai ficando escondido em enormes espaços do mundo, pois nem tudo que existe por aí logra o devido descobrimento quando as coincidências deixam de influir. Inclusive em regiões brasileiras alguma coisa de tal estirpe ainda não veio a lume, continuando escondida diante dos olhos despertos de descobridores e, conseqüentemente, de amigos dos meios de comunicação, os quais, então, não têm oportunidade para divulgá-la. Existe, então, um bocado para ser descoberto aí pelos nossos imensos torrões, nossas impenetráveis florestas e nossos românticos oceanos. Não se debite, porém, somente a nossos ocultos cenários, tudo quanto resta para surpreender a população, uma vez que outros continentes ainda o possuem. Recentemente, a imprensa revelou que murais coloridos, datados de dois distantes mil anos, foram localizados numa tumba na China, na cidade de Loulan, Capital do Império de igual nome. A urbe foi sepultada pela areia no século III e desapareceu dos registros geográficos até o começo do século passado, quando suas ruínas foram descobertas pelo explorador sueco Sven Herdin. Conforme a notícia, pedaços de tecidos e ossos humanos foram encontrados agora no local, que era um importante eixo comercial há cerca de 2 mil anos e deixou para a saudade aquela tumba, com coloridos murais no Nordeste da China, formada por duas câmaras repletas de pinturas nas suas quatro paredes de pedra, sobressaindo arabescos encantadoramente vermelhos. Quem e quando foram os tais jazigos construídos na longínqua paragem? Precisa ser descoberto, pois é algo que passa a aparecer expressivamente nas páginas da história da humanidade e, por isso mesmo, merece ser levado e mantido indefinidamente nos mais importantes santuários do mundo, para a lembrança de um passado que não pode desaparecer jamais, tendo de permanecer como relíquia de sua gente e, igualmente, na das demais de outras regiões. Trazida do fabuloso deserto de Taklimakau, não pode dela perder-se na solidão dos museus dos nossos tempos, até porque a história lhe deve um tributo descomunal. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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