Guerra no Iraque 2003

França se diz chocada com ataques de Blair


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França - O governo francês protestou contra a “campanha britânica” para culpar o presidente Jacques Chirac pelo colapso dos esforços diplomáticos para desarmar Saddam Hussein. O chanceler francês, Dominique de Villepin, ligou para seu colega britânico, Jack Straw, para se queixar dos ataques feitos por Tony Blair em seu discurso de ontem no Parlamento - o premiê definira como “equivocada e perigosa” a política externa da França.

“As autoridades francesas ficaram chocadas e entristecidas com as declarações de membros do governo britânico”, declarou Villepin. “As palavras usadas não são dignas de um país que é um amigo e parceiro europeu”, completou.

Os diários franceses “Le Monde” e “Le Figaro” publicaram editoriais contra Blair.

A resposta do premiê veio via porta-voz, que afirmou: “Mantemos o que foi dito”. Em novo debate no Parlamento, Blair reafirmou que a queda de Saddam é a meta da operação militar: “Se a única forma de retirar do Iraque suas armas de destruição em massa for derrubar o regime, então este será o nosso objetivo”. Seu governo perdeu ontem mais seis assessores parlamentares, que se demitiram por causa do apoio à guerra. O premiê recebeu o apoio da comunidade iraquiana em Londres. Um grupo levou à casa de Blair cartas de felicitação por sua política externa.

Em contrapartida, cerca de 50 ativistas protestaram contra a guerra em frente à casa do chanceler Jack Straw. O governo britânico orientou a população a ter em casa comida enlatada, água engarrafada, lanternas, pilhas e cobertores extras. E fez alerta global: “O risco de ataques terroristas em locais públicos, incluindo pontos turísticos, será alto durante a ação militar no Iraque”. (AF)

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