Dias atrás, encontrei-me com um suplente de deputado federal do PT, o qual tem grandes chances de vir a assumir uma cadeira na Câmara Federal em virtude de sua classificação, caso mais alguns deputados petistas venham a desincompatibilizar-se para assumir cargos na administração ou licenciar-se. Em nossa conversa, o mesmo defendeu a criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, pelo atual presidente da República. Respondi-lhe que por ser ele um futuro parlamentar, deveria posicionar-se contra esse órgão, pois a sociedade democraticamente já escolheu seus representantes junto ao Congresso Nacional, e ainda, esse conselho, apesar de ter pessoas de vários segmentos da sociedade, tem o agravante de que seus membros são todos indicados pelo governo. Nossa conversa parou por aí.
O funcionamento desse conselho, também chamado de Condes, além de aumentar despesas, pois seus membros são ressarcidos pelas viagens e estadias à Capital Federal, obviamente mobilizará um grande número de funcionários públicos, seguranças etc., a um custo difícil de calcular-se, e sem nenhum efeito legal, pois somente ao Congresso Nacional cabe legislar.
Seria interessante que cada parlamentar se conscientizasse da importância do diploma legal que receberam do povo para representá-lo. Apesar do grande descontentamento em relação aos políticos, a sociedade brasileira evoluiu na última década, graças a leis aprovadas no Congresso Nacional, como por exemplo: a Lei de Responsabilidade Fiscal, o novo Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor, o Código de Trânsito Brasileiro etc... E quem analisou e julgou tudo isso foram justamente deputados e senadores. O Congresso Nacional é poderosíssimo, tem até o poder de cassar o presidente da República, prerrogativa essa que o mais alto mandatário da Nação não tem em relação aos deputados e senadores. (Antonio Vitorino Ferreira - RG 9.817.501)