A duplicação total da avenida Getúlio Vargas, esperada há anos por moradores da zona sul e usuários da via, deve começar em maio. Ontem, o prefeito Nilson Costa (PPS) autorizou um aditamento de contrato para a construção da segunda pista da via entre as quadras 17 e 25, que custará R$ 520 mil.
A avenida, que tem quatro quilômetros de extensão, já está duplicada entre as quadras 1 e 16. Serão duplicados, portanto, o restante da via, explica o secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte.
Quando pronta, a Getúlio terá, em toda sua extensão, duas pistas, com duas faixas cada uma, separadas por canteiro central. Além da segunda pista, serão construídas duas rotatórias, conta Duarte.
“Uma rotatória será na altura da quadra 20, onde está o novo prédio da Polícia Federal, para dar acesso à avenida Odilon Braga. A outra ficará entre as ruas José Antônio Braga e Arnaldo de Jesus Carvalho Munhoz, já perto do Paineiras. Terá mais algumas quadras duplicadas, saindo na rotatória de acesso à rodovia Marechal Rondonâ€, conta.
Seguindo o projeto elaborado pela Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) há vários anos, a trajetória retilínea da pista será alterada na altura da quadra 19 para preservar uma árvore centenária existente no local, lembra Adelmo Bertussi, arquiteto da pasta. “A pista vai contornar a árvore, que ficará no canteiro centralâ€, ressalta.
O arquiteto adianta que já está pronto o projeto de uma avenida entre a rotatória da Rondon e à Universidade Estadual Paulista (Unesp), que dará seqüência à avenida Getúlio Vargas. “Será uma avenida de um quilômetro, que interligará a Getúlio à Unespâ€, completa.
A prefeitura está concluindo galerias pluviais no entorno do trecho da Getúlio que será duplicado, para evitar que a água da chuva corra para parte baixa da avenida, causando buracos na via e acúmulo de areia. “Começamos o serviço pelas chácaras Itália, onde havia uma grande erosão e estamos agora na avenida Nossa Senhora de Fátimaâ€, diz Duarte.
A implantação de galerias custou cerca de R$ 500 mil à prefeitura. “Mas vamos resolver o problema de enchente na parte baixa da Getúlio e abriremos a possibilidade dos moradores fazerem o asfalto comunitárioâ€, ressalta.
A expectativa de Duarte é que a duplicação esteja pronta em setembro. “Vamos aproveitar o inverno, época de pouca chuva, para fazer a obraâ€, diz.
Rosa Malandrino
Além da Getúlio Vargas, o prefeito autorizou a duplicação das quadras 14, 15 e 16 da avenida Rosa Malandrino Mondelli, no Núcleo Mary Dota. “Da quadra 1 até o frigorífico, a avenida já é duplicada. Daí para frente, até o acesso à ponte Ayrton Senna, ainda é pista simples. E agora vamos duplicar do final para o começo essas três quadrasâ€, explica Duarte.
Ele afirma que a duplicação da Getúlio e da Rosa Malandrino Mondelli, já prevista no orçamento deste ano, será feita através de aditamento de contrato para agilizar as obras. “A lei nos permite um aditamento de contrato de até 25% e aproveitamos isso com a empresa Transtécnica, que ganhou a licitação para um dos lotes de pavimentação no ano passadoâ€, ressalta.
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Asfalto comunitário
O presidente da Associação de Proprietários de Imóveis da Zona Sul, Ari Roepcke, que desde 1999 cobra da prefeitura a conclusão da duplicação da Getúlio Vargas, ficou surpreso com a notícia da autorização para a obra. “Há muito tempo estamos tentando viabilizar a duplicação e até propusemos fazer a obra através do asfalto comunitárioâ€, lembra.
Porém, como ainda não havia galerias pluviais nas ruas do entorno da Getúlio, não havia como fazer a duplicação. “Para mim está sendo uma surpresa saber que além das galerias a prefeitura vai contratar a duplicação. Faz tanto tempo que está difícil passar pela Getúlio por causa de buracos, enchentes e areia na pista que a gente até já acostumouâ€, diz.
Roepcke pretende reunir-se com a diretoria da associação para propor que os donos dos imóveis das ruas de terra da parte baixa do Jardim Europa e parte da Vila Aviação paguem a pavimentação. “Agora que as galerias estão sendo feitas e a Getúlio será duplicada podemos fazer o asfalto comunitário nas ruas de terraâ€, explica.