O coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, 48 anos, já assumiu a direção do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) da Polícia Militar, responsável pelo policiamento de 143 municípios da região centro-oeste do Estado, área com 2,5 milhões de habitantes. O cargo ficou vago na semana passada, em função do coronel Helder Pereira, até então comandante da unidade, ter passado para a reserva.
Eclair foi transferido, por conveniência de serviço, de São Paulo para Bauru, cidade onde sua família mora. Até o início do ano passado, antes de ser promovido a coronel, ele comandava o 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI) de Bauru.
No cargo de subcomandante do CPI-4 tomou posse o coronel Antonio dos Santos Antonio que, até a semana passada, antes de ser promovido de patente, era tenente-coronel no 13.º Grupamento de Bombeiros de São José do Rio Preto.
Ontem, no seu primeiro dia de trabalho no comando do CPI-4, Eclair contou que pretende investir em inteligência policial para combater o crime, que está migrando da Capital para o Interior. “Estamos vendo que o marginal mais organizando está migrando para o Interior. Por isso temos que ter as nossas barreirasâ€, frisa.
Ele explicou que ainda não havia tido tempo para avaliar o efetivo e os recursos materiais e físicos disponíveis, mas ressaltou que o CPI-4 é referência no Interior pelo trabalho desenvolvido. “O CPI-4 ganhou prêmio de qualidade total e é considerado ponta de linhaâ€, diz.
Na próxima quinta-feira, Eclair reunirá-se com os comandantes de batalhões para discutir os problemas de segurança de cada região. Porém, ele adianta que não deve alterar muito a linha de atuação da PM. “Estamos tranqüilos porque o coronel Helder fez um trabalho de alto nível. Por isso, na área administrativa, deve mudar muito pouco. Já na parte operacional, temos que atuar conforme as exigências do momento. Agora, por exemplo, estamos voltados para a segurança de juízesâ€, frisa.
Eclair adianta que vai trabalhar para ampliar a parceria entre Polícia Militar e Polícia Civil e intensificar as blitze no combate à droga. Ele pede a colaboração da população no combate à violência, através de denúncias e fiscalização do trabalho dos policiais, e das prefeituras na manutenção de ruas iluminadas, ruas transitáveis e terrenos limpos.
Na avaliação do novo comandante do CPI-4, o combate ao crime no Interior é mais fácil que na Capital pelo fato de muitas pessoas conheceram-se. â€œÉ uma grande vantagem a gente conhecer-se pelo nome. Se for só mais polícia e mais viatura, o Estado acaba exaurindo-se. Por isso é muito importante a população, organizações e ongs ajudarem na segurança. No Interior, a população confia mais na polícia e por isso denuncia maisâ€, ressalta.