Tribuna do Leitor

Império americano: euim com ele, pior sem ele


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Realmente é difícil aceitar a dominação do império norte-americano, mas o mundo em toda sua história sempre foi dominado por um império e sempre será. Não podemos comparar o império americano com o antigo império romano ao prever a sua queda, pois hoje, com a globalização, a queda do império americano seria catastrófica.

Ao contrário de uma guerra contra o terror, o conflito no Iraque além de ser uma conseqüência dos ataques de 11 de setembro e demonstração de poder ao mundo, é um certo exagero do presidente George W. Bush ao tentar manter o poder imperial em busca de petróleo para engatar a economia norte-americana. É uma certa prepotência de Bush resolver os problemas americanos desta forma, além de passar por cima de ONU e do mundo, jogando 50 anos de política externa americana pelos ares.

É importante ressaltar a política econômica, de desenvolvimento e relações internacionais de Bill Clinton, que não precisou exercer um protecionismo econômico como a sobretaxa do aço, um rompimento com o protocolo de Kyoto, ou apropriar-se fraudulentamente do petróleo iraquiano para desenvolver a economia americana e mundial em seus bons oito anos de governo.

O império que domina o mundo financeiramente é o mesmo que trouxe o desenvolvimento das ciências, o econômico, de pesquisas, da tecnologia, das pesquisas espaciais que, de uma certa forma, beneficiou o mundo todo.

A queda desse império teria fortes conseqüências pois o mundo depende economicamente e tecnologicamente dos Estados Unidos. Portanto, se não reina o império americano, reinará o império chinês, o império europeu, o império japonês ou até mesmo o império de Saddam Hussein. (Pedro Moraes Trentini - RG 42.020.145-2)

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