O governo federal vem anunciando que pretende reajustar os valores dos recursos que repassa aos municípios para o Piso de Atenção Básica (PAB) e para o Programa de Saúde da Família (PSF). O objetivo é investir mais no atendimento inicial dos pacientes, evitando desta forma as tradicionais e lamentáveis filas de espera nos hospitais e prontos-socorros. Anualmente, o Ministério da Saúde repassa aos municípios R$ 10,50 por habitante para o atendimento básico prestado nos postos de saúde. A promessa é elevar este valor para R$ 12 por morador, decisão que ficou bem abaixo das expectativas de boa parte dos prefeitos que integraram a VI Marcha de Brasília e pleiteavam aumento de 100% no repasse do PAB e reajustes na tabela do Serviço Único de Saúde (SUS). Apesar da decisão acertada de incentivar o atendimento primário nos postos de saúde, ou até nas casas com os médicos e agentes de saúde, a verdade é que a elevação anunciada deverá surtir pouco efeito na real melhora do atendimento à população, devido à precariedade em que se encontra o sistema de saúde em nossa cidade (veja notícia no “JC†de 22/03 p.passado, fls. 3). Segundo pesquisa divulgada recentemente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Opinião, que mediu o grau de satisfação dos munícipes em nove capitais brasileiras, São Paulo tem o pior Índice de Satisfação dos Serviços Públicos (ISSP). Numa escala de 0 a 100, os paulistanos deram nota média de 80 para os serviços públicos da cidade e o quesito que mais incomoda é justamente o serviço de saúde que recebeu nota 37. Para nós bauruenses esses dados da pesquisa não fogem à realidade. Será muito difícil para a atual administração mudar esta imagem com R$ 1,50 que receberá a mais por morador da cidade... (João Álvares - da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, da Associação Paulista de Imprensa Reg. n.º 2069)
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