Regional

Polícia apreende 32 quilos de droga

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Ourinhos - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu ontem de madrugada 32 quilos de maconha que estavam sendo transportados em um ônibus de linha. A apreensão ocorreu em frente à base operacional de Ourinhos (160 quilômetros de Bauru), no Km 345 da rodovia Transbrasiliana (BR-153).

Durante a operação, desenvolvida com o objetivo de coibir o tráfico de entorpecentes e armas, foram presos Vagner Aparecido Queiroz, 21 anos e Valdir da Silva, 18 anos, moradores de Guaira (PR).

Os 32 quilos de maconha, distribuídos em 22 tabletes, estavam sendo transportados pelos acusados em duas bolsas no compartimento de bagagem do ônibus, que fazia o trajeto Nova Aurora (Paraná) - São Paulo.

Durante a fiscalização, a polícia localizou a droga e, através do tíquete de bagagem, chegou aos proprietários da mercadoria. Ambos foram presos em flagrante e conduzidos à delegacia de Ourinhos. Em seguida, foram encaminhados à Cadeia Pública da cidade. A pena prevista para o crime varia de três a 15 anos de prisão.

Segundo o inspetor-chefe da PRF de Marília, Robson Barreto Sales, a polícia tem intensificado as fiscalizações aos ônibus utilizados com freqüência para o transporte de droga.

Terceira apreensão

Somente no primeiro trimestre deste ano foram apreendidos 52 quilos de maconha na rodovia Transbrasiliana, entre os 211 quilômetros de estradas da região que integram a área de atuação da Polícia Rodoviária Federal de Marília. Todos as apreensões foram realizadas em ônibus.

De acordo com o inspetor-chefe Robson Sales, os números ainda são expressivos, mas já demonstram um quadro de diminuição comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram apreendidos 400 quilos de droga na região.

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Outros meios

Ourinhos - Apesar do trabalho de fiscalização da polícia direcionado aos ônibus de linha, o inspetor-chefe da Polícia Rodoviária Federal de Marília, Robson Barreto Sales, acredita que a droga, que em grande parte vem do Paraguai, encontra caminhos alternativos para entrar no País e abastecer os mercados consumidores. Os traficantes, segundo ele, utilizariam rotas e meios de transporte diversificados, o que dificultaria o trabalho de fiscalização da polícia.

Um exemplo ilustrado pelo inspetor diz respeito ao transporte de drogas em caminhões de carga. Robson afirma que para localizar a mercadoria é sempre necessário um trabalho de inteligência da polícia, que requer infra-estrutura e material humano. “Não tem condições da gente parar todos os caminhões de carga para fiscalizá-los.”

O inspetor afirma ainda que, apesar do trabalho de repressão da polícia, o mercado consumidor de entorpecentes tem crescido e se popularizado, o que acaba aumentando o poder econômico e organizacional do tráfico. “O número de traficantes aumenta a cada dia. E isso acaba vulgarizando e popularizando não só o tráfico como a própria violência”, avalia.

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