Tribuna do Leitor

ESTELIONATO ELEITORAL


| Tempo de leitura: 1 min

No dia 27/3/2003, vi na TV o nosso caro presidente da República discursando para uma platéia formada por empresários dos mais diversos ramos. O orador que, segundo a notícia, abandonara o discurso previamente preparado para falar de improviso por mais de 40 minutos, encerrou o falatório da forma mais surpreendente que se poderia supor. Disse ele algo mais ou menos assim: “Quando se está na oposição você pode disparar qualquer tipo de bravatas, pois você nunca terá que colocar essas bravatas em prática.”

Ora, senhor presidente. Eu e mais vários milhões acreditamos nessas “bravatas” que Vossa Excelência disparou nesses 12 últimos anos. Eu me sinto traído, e logo milhões se sentirão também, por lembrar que V. Excia. “bravateava” contra a alíquota de 27,50% do imposto de renda e logo nos primeiros dias de governo renovou a vigência da dita cuja que estava com os dias contados (e olha que sou isento do IR).

O que me incomoda é a incoerência entre o discurso e a prática. O Lula candidato “bravateava” contra a CPMF e agora leio que um seu cupincha propõe a elevação da taxa de 0,38% para 0,50%. Vamos deixar essa “bravata” do “Fome Zero” para lá e vamos cuidar de criar empregos. O Brasil precisa de empregos de carteira assinada. Isso sim resolverá os problemas de caixa da Previdência. Menos papo, mais ação. Que estas minhas silenciosas linhas não se transformem, num próximo dia, num “Fora Lula”, que já ouço muitos “traídos” balbuciar. (Jorge Vendramini - RG 11.225.872)

Comentários

Comentários