Bairros

Comunidade reivindica benfeitorias

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Na ânsia de ver o progresso chegar a seus bairros, moradores e comerciantes cobram da administração municipal posturas quanto à infra-estrutura básica para a Vila Aviação e a região da rua Bernardino de Campos.

A comerciante Sandra Maria Lopes, proprietária de uma padaria localizada na rua Bernardino de Campos, no Parque Viaduto, reclama do descaso da prefeitura para com a população.

Em dias de chuva, Sandra precisa contratar por conta própria funcionários e tratores para tornar transitável a rua da padaria.

“Quando chove, os clientes atolam o pé no barro para entrar na padaria. Muitos carros já encalharam aqui”, afirma.

A precariedade da iluminação é outro problema apontado pela comerciante. “Tem pessoas que descem a pé do ônibus com lanterna e com uma muletinha para não cair nos buracos e não tropeçar”, agrava Sandra.

“A gente precisa que alguém venha e olhe para o bairro. Depois do asfalto, deu uma melhorada, mas precisam estender o asfalto para o resto do bairro”, reforça.

Na opinião de Sandra, se a pavimentação chegar aos bairros localizados ao redor da avenida, haverá um progresso grande na área comercial. “Se vier o asfalto, vai melhorar muito comercialmente”, enfatiza.

O problema da dona de casa Maria Aparecida dos Santos, moradora da Vila Celina, é a obstrução da garagem de sua residência. Principalmente em períodos de chuva, ela não consegue sair de carro e precisa deixá-lo na casa de uma vizinha.

“Às vezes eu tenho que levar minha mãe para fazer fisioterapia e não consigo. Não tem como tirar o carro”, reclama.

Maria afirma que muita gente já se machucou ao cair nas “crateras” que se formam nas vias públicas a cada chuva. “Na maioria das vezes que a gente liga na prefeitura para eles virem arrumar, eles não vêm. A gente liga, liga, liga e não adianta. A rua fica meses assim”, agrava.

A dona de casa Alice Pio, do Parque Viaduto, também cobra providências. â€œÉ sempre assim ou pior essa buraqueira. Quando chove, fica pior”, diz.

Segundo Raquel Pereira da Silva, do Parque Viaduto, algumas pessoas chegam a jogar lixo e entulho nos buracos, na tentativa de melhorar as condições das vias públicas.

“O que é ruim são essas ruas cheias de buraco. Precisava dar uma ajeitada, mas é sempre assim. Nunca vi passarem máquina da prefeitura. O pessoal vai jogando lixo”, reclama.

No Núcleo Joaquim Guilherme, uma das principais ruas do bairro, que faz parte do trajeto dos ônibus coletivos, apresenta uma grande fenda que impede a circulação de veículos.

“Está afundando toda a rua. Não é a primeira vez”, salienta a moradora Luciane de Jesus.

Semelhança

Na Vila Aviação, as queixas são semelhantes. Em períodos de chuva, a avenida Getúlio Vargas transforma-se e fica quase irreconhecível. Devido à falta de galerias para águas pluviais, a enxurrada das ruas transversais à avenida desce carregando terra, água e pedras. A avenida fica inundada e repleta de buracos. Um verdadeiro transtorno para os moradores do bairro e para os condutores que utilizam o trecho para acessar a rodovia Marechal Rondon.

Uma funcionária do posto de combustível que fica em um dois locais mais críticos do bairro, Josi Cristina, conta que o problema afasta os clientes.

“Aqui fica uma represa. Não tem como o carro passar. Geralmente eles desviam e, se iam abastecer, não abastecem aqui. Isso prejudica a gente”, expõe.

Joaquim Oliveira, proprietário de uma bicicletaria nas imediações, se diz indignado. “Temos todos os anos o problema da chuva, que não começou a cair há um ano. Esses problemas vêm se acumulando há várias gestões.

A avenida tem cada buraco que você não acredita. É terrível”, destaca.

De acordo com o morador da Vila Aviação Luiz Aurélio Ferrarini, um dos problemas da comunidade é o acesso às suas casas. “Quando chove, você não tem por onde chegar à sua casa. Tem três entradas e às vezes não tem nenhuma transitável”, conta.

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