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Católicos apóiam CPs para vereadores

Da Redação
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O Conselho Diocesano de Leigos e Leigas de Bauru - entidade que congrega lideranças da comunidade católica - em reunião ontem, aprovou a realização das comissões processantes para os vereadores Walter Costa (PPS), Roberto Bueno (PTB), José Humberto Santana (PV) e Osvaldo Paquito (PPS).

O encontro contou com a participação de aproximadamente 50 pessoas, entre elas oito vereadores convidados para ajudar a esclarecer as denúncias de irregularidades na Câmara Municipal. Participaram do debate, José Carlos Batata (PT), José Clemente Rezende (PT), Leandro dos Santos (PPS), Edmundo Albuquerque (PMDB) e Faria Neto (PDT), todos ligados à comunidade católica bauruense.

Além deles, Rodrigo Agostinho (PMDB), que exerce o cargo de presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Walter Lelo Rodrigues (PTB), presidente da Comissão de Justiça, Redação e Legislação, e Antônio Calos Garmes (PSDB), que também integra as comissões de Ética e Justiça, também compareceram ao evento.

O presidente do Conselho de Leigos de Bauru, Luiz Vitório Orti, disse que o objetivo não foi transformar o debate em um tribunal de júri. “Não estamos aqui para julgar ou defender ninguém, mas nosso posicionamento é pela justiça”, esclarece.

Ele disse que a proposta do evento é ajudar a comunidade a entender melhor o que está acontecendo na Câmara. “Se houver uma mínima suspeita de que a coisa pública não foi tratada com o zelo que merece, nós entendemos que a apuração deva ser feita até o final, independente de quem esteja envolvido e as devidas providências sejam tomadas”, explica Orti.

O Conselho de Leigos, que atua há 17 anos na cidade, defende a importância do contato estreito entre a comunidade e os vereadores. Para o ex-presidente do conselho, Rodney José Bastos, o encontro alertou os vereadores que os católicos permanecem atentos aos fatos que estão acontecendo. “A exemplo das cassações anteriores, como as de Hélio Pires e Antônio Izzo Filho, o conselho quer que o processo seja transparente, onde a verdade seja mostrada a todo custo”, afirma.

Bastos reforça que a comunidade católica está a favor da realização das investigações sobre as denúncias na Câmara. “O conselho é a favor das comissões processantes e a investigação a fundo para saber se realmente as denúncias podem ser provadas ou não”, diz.

Embora os nomes dos vereadores e servidores municipais acusados de estarem envolvidos nas denúncias não terem sido citados de forma explícita durante o evento, as discussões giraram em torno de questões relacionadas aos quatro parlamentares sob investigação.

Walter Costa e Roberto Bueno são acusados de omissão e negligência em relação à apuração de denúncias de irregularidades da Câmara. Santana é acusado de utilizar dinheiro público e um carro oficial para viagem particular a Brasília.

Já Paquito, que esteve presente no encontro, responde pela suspeita de ter praticado improbidade e falta de decoro ao ter recebido um cheque da Câmara, emitido pela empresa de propriedade de seus familiares, Volare Comércio e Obras, e ter depositado-o em sua conta.

A maioria dos vereadores convidados também concordou com a realização das comissões processantes. Rodrigo Agostinho cobrou maior fiscalização no que diz respeito à utilização do dinheiro público. “Se cada despesa que a Câmara fizesse fosse divulgada, se as contas fossem colocadas à disposição da população de maneira mais transparente, no momento que houvesse a irregularidade, a apuração se tornaria imediata”, defende.

Para o vereador Toninho Garmes, a moralidade, ética e cumprimento da lei são essenciais no atual contexto político. Ele prega tolerância zero em relação ao erário municipal.

“Para mim o dinheiro público é coisa sagrada, porque ele é colocado no caixa através de tributo, na maioria das vezes pago por pessoas de poucas posses”, declara. “Estamos sim apurando tudo e para aqueles que acham que o ‘espírito de porco’ em questões como essas vão permanecer, estão enganados”, avisa.

Clemente também enfatizou a necessidade de postura ética, relacionando-a ao destino da receita municipal.

“Não queremos fazer julgamento de nenhum servidor ou vereador, mas a ação não é apenas quando se desvia dinheiro. Mas quando se comete negligência, se está cometendo um ato de ilegalidade também. Nós não podemos aceitar a compra de equipamentos superfaturados em uma cidade que enfrenta dificuldades, como a falta de médicos para atender os prontos-socorros da Bela Vista, Mary Dota e Vila Ipiranga”, justifica.

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