O meio-pesado bauruense Mário Sabino Júnior, atualmente defendendo a AD São Caetano, manteve sua condição de titular da Seleção Brasileira Permanente de Judô. Sabino foi o vencedor da seletiva para o Pan-Americano, disputada no final de semana no Rio de Janeiro.
O judoca, que é também policial militar, eliminou na final Luciano Correa. Além de garantir vaga no Pan da República Dominicana, de 1 a 14 de agosto, Sabino tem vaga assegurada no Pan-Americano de Judô, em junho, em Salvador, e no Mundial de Osaka, em setembro, e ainda na seletiva final para as Olimpíadas de Atenas, em 2004.
A conquista da vaga para os Jogos Pan-Americanos teve sabor especial para Sabino. Mas a alegria não foi dividida apenas com a mulher e as duas filhas, de quem observou o retrato até minutos antes de entrar no tatame. A comemoração atingiu toda a Polícia Militar de Bauru.
Há três anos no CPI-4, o policial Mário deixou o trabalho nas ruas para se dedicar melhor ao judô. Foram seis meses em meio a roubos, perseguições e até tiroteios. Passou a cuidar do setor administrativo, já que a intensa rotina sugava suas energias. Sorte dos colegas de trabalho dele, que ganharam um professor de defesa pessoal.
Com nome confirmado no Pan, Sabino agora corre contra o tempo para se recuperar de lesões. A mais grave – um estiramento na virilha – quase comprometeu a conquista da tão sonhada vaga no sábado. “Lutei à base de anti-inflamatórios”, confessa Mário Sabino, sétimo colocado nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.
Em busca de uma medalha para o judô brasileiro, Sabino já começa a estudar seu maior adversário: o canadense Nicholas Gills, de quem perdeu em fevereiro, na final da etapa húngara do Circuito Europeu. “Ele também já deve estar me estudando”, afirmou o judoca-policial que, um dia ainda pretende voltar a “tomar conta” das ruas. “O desafio dentro do tatame é muito pior”, brincou.