Pirajuí - O governador Geraldo Alckmin (PSDB), acompanhado do secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, do secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, e do deputado Pedro Tobias (PSDB), estará hoje pela manhã, em Pirajuí (50 quilômetros a Noroeste de Bauru), para o ato de substituição dos policiais militares por agentes de escolta e vigilância penitenciária nos dois presídios da cidade. No total, 110 homens assumem o cargo nas unidades, sendo 60 na Penitenciária I e 50 na Penitenciária II.
Após a cerimônia, o governador cumpre agenda em outras cidades da região (veja quadro ao lado).
Em Pirajuí, a solenidade será realizada às 10h, no quilômetro 6 da estrada vicinal Prefeito Aníbal Haman, e marcará oficialmente o processo de substituição em 19 unidades prisionais da área de abrangência do Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4). “É uma cerimônia simbólica, que representará todas as unidades prisionais”, explica o coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, comandante do CPI-4.
Com a substituição, segundo Eclair, dos 630 policiais militares do CPI-4 que atuavam nas unidades prisionais, 341 serão liberados para o policiamento nas ruas, 81 permanecerão nas penitenciárias de segurança máxima de Presidente Bernardes e Presidente Wenceslau, e 208 continuarão atuando na escolta de presos. “Cada penitenciária vai permanecer com um pelotão de escolta para levar os presos ao Judiciário”, completa
O coronel afirma que os policiais liberados das unidades prisionais para o trabalho ostensivo nas ruas não permanecerão atuando necessariamente nos mesmos municípios. “Está havendo um remanejamento para as cidades onde nós tínhamos falta de policiais.”
Segundo o coronel, com o objetivo de assegurar a tranqüilidade do processo de transição, a PM continuará disponibilizando por alguns dias um sargento para acompanhar o trabalho dos agentes nos presídios. Eclair assegura que os novos funcionários foram bem treinados e estão preparados para garantir a segurança nas unidades.
840 agentes
De acordo com o coordenador das unidades prisionais da região Noroeste do Estado, Antonio Paulo Veronezi, no total, cerca de 840 homens assumiram, gradativamente, nos últimos dias, as vagas de agentes de escolta e vigilância penitenciária nas unidades da região. Os agentes foram submetidos a treinamento ministrado pela Escola de Administração Penitenciária e pela Polícia Militar.
Segundo Veronezi, a substituição representa um aumento no número de homens na vigilância dos presídios. “Vai haver uma melhora porque um número maior de homens estarão assumindo os postos”, avalia. Além disso, os agentes estão subordinados diretamente ao diretor de cada unidade prisional, o que, segundo Veronezzi, facilitará o bom desenvolvimento do trabalho.
Vigilância
Os agentes de escolta e vigilância penitenciária deverão vigiar a área externa e interna da unidade prisional em toda a sua extensão; impedir fugas de presos utilizando os recursos disponíveis, inclusive por meio de arma de fogo; comunicar a seu superior imediato, por meio de rádio transmissor o lançamento de objetos na área de segurança da unidade prisional; e inspecionar o solo ao redor do presídio com o objetivo de detectar quaisquer perfurações estranhas que possam sugerir tentativas de fugas.