O déficit do Banco de Leite Humano de Bauru é lastimado por mães e hospitais que recorrem a ele e também por doadoras. A eles, resta encontrar alternativas para a dieta das crianças.
“Dentro do hospital, temos o serviço de nutrição, que nos garante um suporte alimentar. O leite é de máxima importância porque garante até anticorpos ao bebê, mas é possível substituí-lo temporariamente. As crianças que se alimentam dele, provavelmente se recuperam com mais rapidez”, explica o enfermeiro supervisor do Hospital de Base, Sebastião Veloso.
Tem a mesma opinião Suelen Cristina Afonso, mãe de João Pedro, de 2 meses. Ele intercala o consumo de leite humano com o de vaca.
“Se faltar (leite humano) não sei o que vou fazer. Terei de procurar o pediatra do meu filho”, desabafa .
Sensível à aflição das mães que enfrentam o problema, Adriana da Silva Pinheiro, contribui com o banco há quatro meses, desde o nascimento de Júlia. Ela doa cerca de dois litros de leite por semana. “Não demanda tempo e é fácil. Tento incentivar as outras mães que como eu têm leite abundante. Muitas crianças dependem dele e não custa nada ajudá-las”, diz em tom contundente.