Bagdá - Um grupo de forças especiais americanas afirmou ontem ter “neutralizado” as ações do grupo extremista islâmico Ansar al Islam, que teria vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda e cuja base fica no Norte do Iraque.
Em operação que contou com apoio de combatentes curdos, os militares americanos tomaram instalações do Ansar al Islam em Halabja, cidade perto da fronteira do Iraque com o Irã, dentro da região autônoma do Curdistão.
Segundo oficiais dos EUA, os combates travados nos últimos dias causaram a morte de centenas de integrantes do grupo extremista e também de 25 milicianos curdos - nenhum militar dos EUA foi morto.
Cinco membros do Ansar teriam se rendido. Nas buscas na base em Halabja, as tropas dos EUA encontraram passaportes estrangeiros, disquetes de computador e outros documentos que, segundo os americanos, são evidências da existência de armas químicas e biológicas.
Apesar de afirmarem que o grupo foi “neutralizado”, os americanos não descartaram a hipótese de membros do Ansar terem fugido para o Irã. O Ansar al Islam, que teria cerca de 700 membros, é acusado pelos EUA de desenvolver armas químicas e planejar ataques suicidas e assassinatos, além de ter conexão com a rede do terrorista saudita Ossama Bin Laden.
A operação contra o grupo foi a primeira ação efetivamente conjunta entre americanos e os combatentes curdos, os peshmergas, que se opõem ao regime de Saddam Hussein. Os soldados dos EUA estão oferecendo treinamento em táticas militares aos peshmergas, apesar de alguns militares demonstrarem dúvidas quando à confiabilidade dos curdos.
As tropas dos EUA começaram a utilizar os combatentes curdos para fazer a segurança dos vilarejos onde os americanos estão instalados e para montar emboscadas contra os inimigos iraquianos. Os comandantes curdos também fornecem informações sobre alvos potenciais e áreas mais seguras para o estabelecimento de bases.