Bagdá - Uma grande explosão atingiu o complexo presidencial - usado por Qusay Hussein, filho do presidente Saddam Hussein - no centro de Bagdá. O ataque aconteceu às 22h30 (15h30 em Brasília). A bateria antiaérea respondeu, atirando por diversos minutos, segundo imagens transmitidas pela rede de televisão CNN.
O local já foi atingido outras vezes desde o início da guerra, há 15 dias. Ontem, a eletricidade foi parcialmente restabelecida em alguns setores de Bagdá, entre eles o centro da cidade, depois de uma interrupção de 24 horas.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha expressou ontem sua preocupação pelas conseqüências que a falta de luz pode acarretar nos hospitais da capital. “Os 30 hospitais de Bagdá, que funcionam agora com geradores, não poderão trabalhar assim por muito tempo”, afirmou Peter Tarabula, coordenador médico do comitê na capital iraquiana.
A Organização Não-Governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras disse ontem que está sem informações sobre dois membros da sua equipe em Bagdá, desaparecidos desde quarta-feira (2), segundo Flávio Guilherme, assessor de imprensa da instituição.
De acordo com Guilherme, outros quatro integrantes da equipe estão seguros. Os dois profissionais que estão desaparecidos fazem parte da equipe de seis pessoas que está presente em Bagdá há várias semanas. O grupo vinha oferecendo ajuda aos médicos do Hospital Al-Kindi, no Norte da capital iraquiana.
A organização não divulgou o nome dos desaparecidos para garantir a segurança dos funcionários que ainda estão em Bagdá e para não afligir os familiares dos dois profissionais não localizados. Todas as atividades de Médicos Sem Fronteiras no Iraque foram suspensas.