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Rubens Barrichello conquista pole

Da Redação
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São Paulo - Rubens Barrichello conseguiu ontem a pole position para o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, que será disputado hoje, a partir das 14h, no autódromo José Carlos Pace, mais conhecido por Interlagos, em São Paulo.

Com isso, Rubinho já é um dos favoritos a vencer a corrida desta tarde. Tem tudo para derrubar o tabu de ter completado apenas uma das dez corridas que disputou em São Paulo (1994). Os outros dois brasileiros – Antônio Pizzonia (Jaguar) e Cristiano da Matta (Toyota) sairão respectivamente em 17º e 18º.

Ao lado de Rubinho, que levou 1m13s807 para percorrer os 4.309 metros de Interlagos, a bordo de sua Ferrari, alinhará o escocês David Coulthard, da McLaren, enquanto o surpreendente australiano Mark Webber, da Jaguar, confirmou a boa atuação de ontem e registrou o terceiro tempo do dia. Michael Schumacher, atual campeão mundial, vai alinhar em sétimo lugar.

O fim de semana em Interlagos é marcado por uma nova regra da FIA que estipula um único tipo de pneus de chuva, o que deixou os pilotos preocupados. Tanto Barrichello quanto Coulthard e Webber admitem que uma chuva forte vai prejudicar o espetáculo.

O brasileiro explica o porquê da preocupação dos pilotos. “Na chuva de ontem (sexta) a visibilidade era praticamente nula e os carros aquaplanavam muito. Nessas condições você pode facilmente perder o controle do seu carro e acertar alguém que ficou parado no meio da pista. Se chover novamente amanhã (hoje) teremos que ficar unidos”, avaliou Rubinho.

Mark Webber, o australiano que já se tornou o destaque deste final de semana, lembrou outro detalhe importante: “Na F1 você não perde o controle do seu carro a 70 km/h, aqui você perde o controle do carro a 280 km/h.”

O escocês David Coulthard, por sua vez, lembrou que a possibilidade de chuva é tão importante quanto o acerto dos carros para a corrida de hoje. “Meu carro está bem acertado, tanto que praticamente não travei rodas na minha volta boa. Para a corrida, porém, não há dúvida que a previsão do tempo será um fator altamente considerado.”

O tempo pode melhorar e tudo pode ser bem diferente, mas se a indefinição do clima persistir, o 32º GP do Brasil tem tudo para se assemelhar ao de 2001, quando o chove-pára-chove fez daquela edição da prova uma das mais emocionantes da sua história.

Vibração

Eram no máximo 12 pessoas diante da tevê na parte dos fundos do box da Ferrari enquanto na pista era definido o grid de largada para a corrida de hoje. E elas se lançaram uma sobre as outras, como na comemoração de um gol em final de Copa do Mundo, assim que saiu o tempo de Mark Webber, da Jaguar, o último na pista. O fato: ninguém mais podia tirar a pole de Rubinho.

“Mata o velho!”, dizia Rubão, o pai do piloto, porta afora, em direção a pessoas conhecidas que estavam no paddock ansiosas para vibrar com o resultado. “É aquilo que a gente espera, o que mais ele quer. Mas essa foi apenas uma etapa, resultado de um trabalho...”, dizia Rubão quando foi interrompido pelo abraço apertado de Silvana, mulher de Rubinho. “Foi bonito demais, né?”, disse a esposa.

Em poucos minutos, jornalistas de todo o mundo começaram a se aglomerar na linha demarcada pela equipe atrás dos boxes à espera de Rubinho. O piloto, no entanto, cumpria à regra o programa da FIA: primeiro a coletiva de imprensa oficial à tevê, depois aos jornalistas em geral.

Na sala de entrevistas, Rubinho ainda falava sobre sua preparação para hoje. Disse que o GP do Brasil é sempre um grande desafio. “Mas gosto de desafios, de ler os jornais no dia seguinte. Nós vamos nos contruindo, nós mesmos, sob pressão, melhorando, aprendendo a controlar essa pressão. Será bom ver gente comprando ingressos amanhã (hoje) - se é que já não se esgotaram. Para mim, agora, correr em Interlagos é como no futebol: jogar em casa é jogar com vantagem.”

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