A conselheira tutelar, Lizania Marquezi comenta que falta um planejamento pedagógico dentro da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) de Araraquara. Para ela, a estrutura existente na unidade é insuficiente para cumprir as medidas sócio-educativas.
Para a irmã Aparecida dos Santos, os adolescentes são recolhidos do convívio social, porque praticaram um delito ferindo o direito de alguém e, por isso, representam de certa forma uma ameaça à sociedade, mas sem projeto pedagógico a internação não adiantará de nada.
“Para nós educadores e conselheiros de direitos esses meninos estão em processo de desenvolvimento e precisam de estrutura suficiente para ajudá-los”, diz irmã Cida.
A presidente do Concriar acredita que em 90% dos casos, existe dificuldade do adolescente com a família. Geralmente, quando termina o prazo de internação ele volta para casa e, se a família não for orientada nesse intervalo, não valerá a pena ter investido e lutado por medidas educacionais durante o tempo que ficou internado na Febem.