Guerra no Iraque 2003

Japão e China querem ação da Organização

Agência Folha
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Ásia - Com um comunicado conjunto, a China - que se opôs à ação militar no Iraque - e o Japão - que apóia a coalizão anglo-americana - reforçaram ontem o grupo de países que exige para a ONU o papel central na reconstrução iraquiana.

As adesões isolam ainda mais a posição dos EUA, para quem a organização deve se imitar a funções humanitárias, cabendo à coalizão gerenciar o processo. A chanceler japonesa, Yoriko Kawaguchi, e o secretário de Estado chinês, Tang Jiaxuan, discutiram o assunto ontem em Pequim.

O Japão deve prosseguir com o debate na Europa, para onde a ministra viaja nesta semana. Uma autoridade japonesa que pediu anonimato disse que seu governo defenderia o debate pelo Conselho de Segurança da ONU até se encontrar uma fórmula aceitável internacionalmente.

O chanceler mexicano, Luis Ernesto Derbéz, cujo país preside o Conselho neste mês, declarou que não quer que a organização se transforme na Cruz Vermelha. Derbéz, que está em Madri, acredita que a ocasião deva ser usada para reforçar o papel da ONU e rever o funcionamento do Conselho, evocando inclusive o apoio do Brasil, que também defende o organismo no pós-guerra.

Na última sexta-feira, a reconstrução do Iraque foi tema de um encontro em Paris entre os ministros das Relações Exteriores da França, da Alemanha e da Rússia. Os três países lideraram a oposição à guerra, mas sua visão de que a ONU seria a única instituição a administrar a reconstrução com legitimidade é compartilhada por governos que defenderam o ataque.

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