Guerra no Iraque 2003

EUA retardam avanço de curdos

Agência Folha
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Kirkuk - As forças curdas estão cada vez mais próximas de Kirkuk, no Norte do Iraque, mas estão sendo impedidas por tropas dos EUA de realizar uma incursão final para tentar tomar a cidade.

Os americanos temem que a ofensiva sobre Kirkuk possa levar os iraquianos da área a incendiar os poços de petróleo na região da cidade, onde está localizada uma das principais reservas do país.

Os curdos, que ganham território no Norte do Iraque, consideram que a cidade deveria fazer parte de sua região autônoma. Porém Kirkuk ainda está nas mãos dos iraquianos. Caso seja venha a ser estabelecido o Estado independente dos curdos, a cidade poderia se converter em capital do país.

Após a Guerra do Golfo, em 1991, os curdos tentaram se levantar contra o regime do presidente Saddam Hussein, mas foram duramente reprimidos. Além de Kirkuk, localizada a cerca de 300 quilômetros de Bagdá, as forças curdas, amparadas por ataques aéreos e tropas terrestres dos EUA, também estão próximas de Mossul, outra importante cidade do Norte do Iraque.

Os americanos não enviaram muitas forças para o norte do Iraque porque a Turquia não autorizou que o país utilizasse bases no país para lançar uma ofensiva contra Bagdá.

As forças curdas assumiram o controle da região estratégica de Sekamian, a apenas 10 quilômetros de Kirkuk, na frente norte em direção à cidade. Do local, é possível observar quase todos os campos de petróleo dos arredores da cidade.

Ao menos três iraquianos foram mortos nos combates na área. Kirkuk estaria sendo fortemente protegida por forças iraquianas e a entrada dos curdos na cidade poderia provocar conflitos extremamente sangrentos.

Ataques aéreos americanos atingiram ontem guarnições das forças iraquianas nas proximidades da cidade de Khaneqin, a cerce de 150 quilômetros ao norte de Bagdá.

Na frente sul, os curdos admitiram estar havendo resistências ocasionais dos iraquianos. As forças leais a Saddam Hussein destruíram uma ponte considerada estratégica em Laylan, a cerca de 20 quilômetros ao sudeste de Kirkuk. Não há informações de vítimas. O governo turco teme que a possível criação de um Estado curdo cause o aumento dos sentimentos nacionalistas dos curdos que vivem na Turquia.

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