Bairros

Trator quebrado deixa lixo descoberto

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Há pelo menos 15 dias, o lixo domiciliar coletado em Bauru e despejado no aterro sanitário, localizado ao lado das penitenciárias 1 e 2, não é coberto por terra. Todo o material, que ocupa uma área de cerca de 50 metros de extensão por três metros de altura, está ao ar livre.

A máquina própria para a compactação do lixo, um trator esteira com lâmina, está quebrada, segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). Roberta Oliveira Lança, gerente de Limpeza Pública da Emdurb, conta que o motor da máquina fundiu, mas estará retificado ainda nesta semana. Sem a compactação, não é possível cobrir o lixo com terra, o que evita o odor.

O agente penitenciário Carlos Sanches, que trabalha ao lado do aterro, diz que o cheiro exalado do lixo acumulado é insuportável. “Tanto os funcionários da P1 e P2 quanto os presos estão sofrendo com o cheiro forte e os urubus, que aumentaram”, conta.

Roberta alega que o cheiro é forte apenas quando chove e que todo aterro tem urubu, independente do lixo estar aterrado ou não. “O motor da esteira fundiu no ano passado e nós abrimos licitação para que fosse consertado. Nesse tempo, locamos 180 horas de máquina esteira. Mas agora o contrato acabou e estamos esperando a máquina consertada”, diz.

Por dia, o aterro sanitário recebe cerca de 190 toneladas de lixo domiciliar e dez toneladas de particulares, levados ao local por caçambas. Em condições normais, todo o lixo é compactado e feita a drenagem do chorume (líquido resultante da decomposição do lixo).

Roberta lembra que apesar do problema momentâneo com a máquina de compactação, o aterro sanitário de Bauru é considerado modelo no Estado. “O aterro de Bauru recebeu nota 9,8 da Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) por três anos seguidos”, diz. A avaliação vai de 0 a dez.

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