O lançamento do premiado filme “O Pianista” em que é relatada a perseguição da família de Wladyslaw Szpilman, o personagem principal, nos recorda a viagem realizada no ano de 2000 à encantadora Polônia, onde a aparência dos jovens atuais apresenta-se bem mais segura e descontraída do que suas gerações passadas.
Localizada na Europa Oriental, Leste Europeu, passou por grandes mudanças sociais e políticas, resultando num considerável desenvolvimento econômico.
Varsóvia- Chegando à capital Varsóvia, começamos a desvendar a surpreendente Polônia, terra natal de grandes personalidades como: Nicolau Copérnico, Frederic Chopin, Ludwik Leyzer Zamenhof (o criador do Esperanto), Karol Wojtila (Papa João Paulo II), Lech Walesa (ex-presidente e Prêmio Nobel da Paz) e muitos outros.
Em Varsóvia, terminados os conflitos onde foi destruída, partida e repartida em inúmeras guerras, iniciou-se sua reconstituição que obedeceu a moderno planejamento urbanístico, com amplos espaços livres, amplas avenidas e praças e bairros dispostos seguindo funções específicas. Na reconstrução do núcleo primitivo, entretanto, conservou-se o estilo arquitetônico original.
Varsóvia formou-se em uma elevação na margem esquerda do Rio Vistula (Wisa) circundada por vasta planície pantanosa. Passeando pela capital polonesa cujo nome significa “Cidade que não foi vencida”, conhecemos o Parque Lazienki, o Monumento a Chopin, à Nicolau Copérnico, o Palácio sobre as Águas, o Museu Nacional, Igrejas, o Castelo Real, e com muita emoção o Monumento aos mártires da 2.ª Guerra, onde estava situado o Gueto de Varsóvia por onde os nazistas mantiveram enganados e presos mais de 400 mil judeus.
O trabalho de restauração no centro histórico da cidade velha é perfeito, sendo considerado Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade.
Czestochowa - Seguindo a viagem para o Sul do país e atravessando a região conhecida como a “Pequena Polônia” chegamos a Czestochowa, cidade muito importante com cerca de 300 mil habitantes e onde pode-se conhecer o Monastério de Jasna Góra, a “Madona Negra”, um dos maiores centros de peregrinação da Europa, juntamente com Fátima, Lurdes e Santiago de Compostela.
O conjunto arquitetônico do Santuário de Jasna Góra, juntamente com os jardins, ocupa uma área enorme no alto da colina de onde se admira a cidade toda de Czestochowa.
Óswiecim - Continuando pelas rodovias chegamos a pequena Óswiecim. Aí a tristeza e a emoção é geral, pois é nessa região polonesa que se encontra Auschwitz, o maior e principal centro de concentração nazista, atualmente preservado como Museu e Monumento aos Mártires da Segunda Guerra Mundial; aberto para visitações foi inaugurado em abril de 1967.
Wieliczka - Pequena cidade localizada a 10 quilômetros de Cracóvia, mas que apresenta uma atração inédita mundial: “as minas de sal de Wieliczka”. Caminha-se por cerca de duas horas por labirintos subterrâneos onde foram esculpidas obras em sal como: Catedral, teatro, estátuas retratando as diversas fases da história e religião polonesas. Todos os anos as “minas de sal” é visitada por 700 mil turistas do mundo todo.
Cracóvia - Atualmente é um dos maiores centros culturais do país, destacando-se uma grande universidade em 1364 e a Escola de Cinema de Lodz, fundada após 1945 com vários longas-metragens sendo realizados e que teve Roman Polanski entre seus alunos.
Cracóvia é a cidade onde o Cardeal Karol Wojtila destacou-se no cenário católico para mais tarde tornar-se o Papa João Paulo II. Conhecemos a Catedral da Virgem Maria, Castelo de Wavel, com destaques para o Batistério da Primeira Catedral, a cripta da Igreja São Leonardo, a Catedral de Cracóvia em quais obras se encontram os mais antigos vestígios da arquitetura românica da Polônia (foto).
Novamente a emoção é grande quando chegamos ao “Kazimiers”, antigo gueto judeu e a enorme praça onde foi realizada grande parte das filmagens de “A lista de Schindler”.
Cracóvia é a única grande cidade polonesa que escapou intacta às duas grandes Guerras Mundiais e foi a Capital do país na Idade Média. (Edemur Moralles é administrador de Empresas e Deusa Maria Trindade Moralles, professora)