Eu sempre fui contra a pena de morte. Ocorre que, atualmente, a situação que nos envolve é muito diferente. A violência é um problema que desafia, investe violentamente sobre a sociedade e requer uma nova feição ao conceito, o significado verdadeiro da sua evolução, no momento presente.
Por quê? Somente nós estamos sujeitos à pena de morte? Imposta por bandidos de maneira fria e cruel (no semáforo, no seqüestro-relâmpago, no seqüestro, no assalto em que a vítima indefesa entrega tudo e é morta como se fosse um inseto).
Foi extremamente chocante o assassinato dos dois magistrados, ocorridos tão recentemente, atingindo o que temos de melhor, limpo, decente e culto, a magistratura. Dois dignos representantes da Justiça foram fria e premeditadamente assassinados.
É urgente que se faça uma alteração na legislação penal. É preciso acabar de vez com essa discordância sobre as condições de existência e sentimentos (matou deve morrer). Juízes, promotor de Belo Horizonte, jornalista Tim Lopes etc. É apenas uma questão de limpeza, esses indivíduos não merecem viver e não farão nenhuma falta, somente darão trabalho e despesas à sociedade, são comprovadamente irrecuperáveis e nos ameaçam dominar completamente. Analisando-se um por um todos os casos ocorrentes para aplicabilidade da pena capital, evidentemente. Afigura-se-nos um novo juízo intelectual sobre a pena de morte. Hoje, somos favoráveis a sua aplicação, em julgamentos rápidos e eficientes. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)