Na sua vida, Odilon Moraes já ilustrou mais de 55 livros. “Quando você começou?”, perguntam. “Em 89, eu ilustrei o meu primeiro livro chamado Sonhos, Grilos e Paixões”, comenta.
Alguns dos livros que o ilustrador fez foram: “A cigarra e a formiga”, “Por que o céu chora” e um que ilustrou e escreveu, “A princesinha medrosa”. Odilon nasceu em São Paulo, morou em várias cidades do interior e também no exterior. “Eu fazia arquitetura e gostava muito de desenhar”, lembra ele.
Aquarelas
“Mergulho no traço” é o nome de sua exposição, que fica na feira do livro até o dia 16 de abril. “Eu gosto da aquarela. Preparei esta exposição para mostrar os temas de alguns dos meus livros e também para mostrar que a aquarela nem sempre é clara e suave”, diz.
“Você precisa de um lugar especial para se inspirar e ilustrar seus livros ou pode ser em qualquer lugar?” Odilon responde: “Qualquer lugar... embaixo de chuva ou sol. Até embaixo de chuva”, brinca.
“A Princesinha Medrosa” é o primeiro livro que Odilon Moraes escreveu e ilustrou. “A princesinha fiz com traços finos para simbolizar sua delicadeza e fragilidade. Representa uma princesinha que tem muito medo do escuro e manda seus empregados acenderem todas as luzes do castelo”, explica o autor.
“A linha falante” é o nome de sua palestra, que vai ser apresentada no dia 15 de abril, na feira do livro. Todos podem assistir, mas é mais voltada para os adultos.
Apesar de desenhar a vida inteira, ele conta que, como todos, também teve dificuldades: “Não é só desenhar, é também interpretar a história”, explica. Ele faz ilustrações coloridas e em preto e branco. Ele acha o seu trabalho interessante e divertido.
“A ilustração é importante, pois conduz a criança para a leitura e dá clima, emoção e sentimento à história”, finaliza o ilustrador Odilon Moraes.