Política

Administrador nega endosso em cheque

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O administrador de empresas Henrique César Pereira Moraes negou ontem à Comissão Processante (CP) instalada para apurar denúncias de irregularidades contra o vereador Osvaldo Paquito (PPS) que tenha endossado o cheque de R$ 1.682,58 emitido pela Câmara Municipal nominal à empresa Volare Comércio e Obras Ltda.

O cheque foi depositado na conta bancária de Paquito em janeiro de 2001 a pedido do pintor de paredes Paulo Antonio Velasco, que prestou serviços ao Poder Legislativo. Velasco alegou, na época, que não tinha conta em banco para depositar o cheque.

O pintor também pediu à empresa o fornecimento da nota fiscal para que pudesse apresentá-la à Câmara e receber o pagamento. A Volare tem como proprietários um sobrinho e uma cunhada do parlamentar.

O depoimento de Moraes durou cerca de 30 minutos. Ele afirmou insistentemente que não tem qualquer participação na sociedade da Volare. Também achou estranho o fato de seu nome estar sendo citado na imprensa como sendo sócio ou representante da empresa.

O administrador de empresas disse que foi procurado pelo pintor de paredes na época do fato. Velasco pediu a ele o fornecimento de uma nota fiscal para que pudesse apresentá-la ao Legislativo e receber pelo serviço prestado.

Sua empresa não estava ativa, mas indicou a Volare ao pintor, cujo proprietário, Vanderlei da Silva, é seu amigo.

Moraes, porém, nega que tenha endossado o cheque. Ele se lembra que estava na sala da empresa quando Velasco chegou com o cheque para pegar a assinatura. O administrador diz não ter certeza, mas acredita que quem endossou o cheque foi um mirim, cujo primeiro nome é Rafael. Quando depôs, o pintor apontou Moraes como sendo o responsável pelo endosso, embora tenha deixado claro que não se lembrava do fato com exatidão, pois ocorreu há dois anos.

A Comissão Processante também ouviu o depoimento do ex-diretor administrativo da Câmara, Luiz Renato Joel. Ele confirmou aos vereadores membros da CP que fazia parte do cotidiano da Casa prestadores de serviços autorizarem terceiros a pegar cheques para pagamento.

O depoimento das duas testemunhas encerrou a fase de instrução do processo. A Consultoria Jurídica do Legislativo vai transcrever os depoimentos. Depois, o processo será encaminhado ao advogado de defesa do parlamentar, Valdomir Mandaliti, para as alegações finais. Para isso, ele terá cinco dias de prazo.

Amanhã, a CP instalada para apurar denúncias de irregularidades contra o vereador Roberto Bueno (PTB) vai se reunir para tomar o depoimento de cinco testemunhas.

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