Araraquara - O município de Araraquara (135 quilômetros a Nordeste de Bauru) vai sediar em outubro o Fórum Social das Águas do Guarani. Entre os principais objetivos do encontro está a discussão de medidas de proteção ao aqüifero, que tem uma de suas áreas de recarga situada na cidade. A proposta também é divulgar a importância do Guarani à população.
A informação foi dada pelo vereador Carlos Nascimento (PT) e Leonardo Morelli, coordenador do Movimento Grito das Águas e autor do livro “Grito das Águas, que, juntamente com o cientista japonês Masaru Hemoto, discutiram a realização do fórum em reunião com o prefeito Edinho Silva (PT).
Morelli explicou que o Banco Mundial tem um projeto de proteção ambiental e manejo sustentável que prevê o investimento, com verba a fundo perdido, de US$ 10 bilhões em dez anos. Para ser incluído na proposta, Morelli enfatizou que o município precisa de uma sociedade organizada e de articulação política.
“Araraquara é uma área de recarga, a mais frágil do aqüífero, ou seja, o município é obrigado a reservar uma área para maior proteção do Guarani, mas para isso precisa de compensações. Então, é possível transformar o que poderia ser visto como um problema em oportunidade”, diz Morelli.
O próximo passo do Movimento Grito das Águas será a realização da Conferência Nacional das Águas, em 1 de maio, na cidade de Araraquara. O evento vai articular os fóruns das águas do Amazonas e Guarani.
Pesquisa
O cientista japonês, Masaru Hemoto, apresentou o resultado de vários estudos para demonstrar que energia e pensamento bons podem alterar a qualidade da água e, conseqüentemente, a saúde e a vida do ser humano, durante uma palestra realizada no Teatro Municipal de Araraquara.
Hemoto veio a Araraquara, a convite do Movimento Grito das Águas, para coletar amostras do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae). Elas serão usadas em uma pesquisa internacional. Ele já passou pelas cidades de Cotia, Itu e Piracicaba. Também participará de um evento na Assembléia Legislativa e, em seguida, embarcará para Tóquio.
Durante a palestra, Hemoto disse que os rios são para o planeta Terra o mesmo que o sangue para o corpo humano. Todos os estudos do cientista são baseados nos cristais que se formam na água a partir da vibração recebida pelas amostras coletadas, ou seja, os cristais visualizam os padrões vibratórios emitidos à água.
Ele enfatizou que um cristal bonito significa que a vibração será boa para a saúde. Para o cientista, um corpo saudável é um corpo que não tem vibrações irregulares. Um ponto doente no organismo humano, por exemplo, tem vibração alterada. Ele afirmou que há dois tipos de doenças: as agressões superficiais e as mudanças da vibração de partículas elementares.
No segundo caso, explicou, os sintomas reaparecem, após anos, se a vibração continuar ruim. Em resumo, ele defendeu que a boa saúde depende de três fatores: bons pensamentos, boa água e boa música. O cientista também apresentou vídeos com a reação da água, coletada em amostras, a imagens e palavras. No segundo agente, ele usou as palavras obrigada e idiota em vários idiomas.
Com a segunda palavra, não houve formação de cristais. “Temos 70% de água no corpo e, se dissermos com mais freqüência obrigada, estaremos ajudando nossa água a se organizar em cristais bonitos. Além disso, quem ouve também recebe esta energia”, defendeu. Hemoto colocou as palavras como fontes de vibração em ressonância com tudo o que há na natureza.
“Se usássemos sempre boas palavras, acredito que não haveria mais guerra”. Ele também apresentou o amor como energia ativa e a água como passiva e afirmou que as duas juntas garantem a imunidade.
“Nenhuma bactéria estranha vai entrar no corpo humano, se ele não entrar em ressonância com energia ruim. O planeta está com a imunidade baixa, por isso é necessário darmos amor e gratidão. Defendo que precisamos de uma parte de amor para cada duas de gratidão”.