O bauruense está ciente de seu papel em relação à preservação do meio ambiente? A consciência dos deveres diários dos cidadãos impera nos atos corriqueiros?
Para alguns, felizmente essas respostas são afirmativas. Para muitos outros, entretanto, as questões ambientais ainda passam longe das preocupações cotidianas.
Do lixo jogado nas ruas e terrenos baldios ao desperdício de água e energia elétrica, passando pela pequena arrecadação de recicláveis na cidade, os exemplos são muitos.
Na opinião do ambientalista Ivan Ferrazoli de Marche, do Instituto Ambiental Vidágua, as pessoas ainda não perceberam que o ser humano faz parte do meio ambiente. “A gente já nasce com esse paradigma de que ambiente é árvore, bicho, e não o ser humano”, diz.
Ivan explica que é preciso agir localmente pensando de forma global. Ele cita como maus exemplos o consumo exagerado de energia elétrica.
“Quando você utiliza energia, você precisou fazer uma barragem num rio para produzir essa energia. Essa barragem causou um dano. Quando a pessoa liga um ferro elétrico, ela não faz essa relação de que aquela energia é proveniente de um impacto que foi gerado anteriormente”, expõe.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Luís Pires, cita como mau exemplo o comportamento dos cidadãos de Bauru durante a crise de abastecimento de água.
“Mesmo todo mundo informado de que o rio Batalha estava quase parado na captação, as pessoas ainda insistiam em lavar garagem, lavar carro, lavar calçada - o que demonstra a falta de civilidade porque quem tinha água estava esbanjando e quem não tinha iria passar mais necessidade”, enfatiza.
A assessoria de imprensa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru afirma que muita gente continua desperdiçando água. Em tempos de racionamento, muitos colaboram, mas acabam esquecendo o problema quando a campanha deixa de ser feita. O que se vê pelas ruas são pessoas lavando as calçadas, por exemplo, deixando de valorizar o produto.
O bom exemplo, na opinião de Pires, é a participação na coleta seletiva por parte de muitas empresas da cidade. “A gente tem reparado que tem aumentado a colaboração das pessoas. Muitas empresas têm ligado pedindo para aderir à coleta seletiva de lixo”, afirma.