Polícia

Dise apreende droga na Vila Pacífico

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Um isopor para guardar mamadeiras recheado com 100 gramas de maconha e R$ 23,00 foi encontrado ontem por investigadores da Delegacia Sobre Entorpecentes de Bauru (Dise) na Vila Pacífico, próximo à escola Stela Machado. Esta é a segunda vez que a Dise apreende droga escondida em objetos infantis. Há cerca de um mês, os investigadores encontraram maconha dentro de um ursinho.

Objetos infantis são utilizados pelos comerciantes de drogas para despistar a polícia, que já está se habituando a fiscalizar tudo no interior de uma casa. A maconha foi encontrada dentro de um porta-mamadeiras pertencente à filha do acusado de ser o dono da droga, L.C.G., 20 anos (a polícia não divulgou o nome completo).

O recipiente com a droga estava dentro de um guarda-roupas. A criança, filha do acusado, não estava no local no momento da apreensão da droga. Segundo o delegado-titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos, o caso vinha sendo investigado há dias.

“Informações fornecidas por um denunciante davam conta de que na Vila Pacífico ocorria comércio de maconha”, conta.

Durante as investigações, que duraram vários dias, os policiais observaram que o tráfico ocorria no período noturno. “Observamos a presença de várias pessoas que chegavam e saíam rapidamente do local”, diz.

Com o mandado de busca expedido pela Justiça, os investigadores estiveram no local e após revista minuciosa, encontraram a droga. O delegado disse que L.C.G. alegou ser usuário. “Ele disse que era usuário de drogas e que reunia os amigos para o consumo coletivo. Ele oferecia gratuitamente a droga”, diz.

Com este argumento, o acusado pensou que iria se livrar da autuação por tráfico, explica o delegado. “Ele achou que oferecer gratuitamente não era crime. Mas o artigo 12 da Lei 6.368/76 prevê que oferecer drogas, ainda que gratuitamente, é considerado tráfico”, frisa.

L.C.G. foi autuado em flagrante por tráfico de entorpecente e pelo artigo 18 da mesma lei, que agrava ainda mais a sua situação. “O comércio de drogas estava ocorrendo nas proximidades de uma escola”, completa o delegado.

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