Regional

Pedreiro mata esposa e se suicida

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Marília - A empregada doméstica Ercília Lucas da Silva Nunes, 33 anos, foi assassinada a facadas, anteontem à tarde, em Marília (105 quilômetros a Oeste de Bauru). O acusado é o marido da vítima, o pedreiro Mauro da Silva Nunes, 41 anos, que se suicidou após o crime. Segundo a polícia, Ercília foi morta com sete perfurações na residência onde trabalhava, localizada na rua Major Elidiário, Vila Hípica. Ela estaria sozinha no momento do crime.

Após o assassinato, Mauro teria se deslocado até o quilômetro 257 da rodovia Transbrasiliana (BR-153), que corta o perímetro urbano da cidade, atirando-se sob a carreta placas MAO-2120, de Chapecó (SC), conduzida por Luizmar Espassato, 38 anos. “A carreta passou e ele se jogou na roda traseira, que passou por cima de sua cabeça”, segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Carlos Roberto Celestrino.

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde foram submetidos à necropsia. Ercília foi enterrada ontem na cidade de Lutécia e Mauro em Paulópolis, Distrito de Pompéia.

O casal deixou três filhos, de 19, 15 e 7 anos de idade. Segundo a delegada Rossana Rodrigues Rossine Camacho, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília, Mauro e Ercília, casados há cerca de 20 anos, estariam em processo judicial de separação, mas ainda morariam juntos, em uma casa localizada no bairro Homero Zaninoto, próximo ao local do crime.

Segundo a delegada, a descoberta da morte do casal ocorreu de forma trágica. O filho mais velho soube de um atropelamento que teria ocorrido na rodovia Transbrasiliana e teria se dirigido, por curiosidade, até o local. Chegando lá, identificou o pai.

Em seguida, teria se dirigido até a casa da família e comunicado o fato ao irmão de 17 anos, que se deslocou até a residência onde a mãe trabalhava para avisá-la sobre a tragédia. No local, ninguém atendia ao chamado e o jovem resolveu aguardar. Quando a patroa da mãe chegou à residência, ambos entraram e se depararam com o corpo de Ercília, caída e ensangüentada em um dos cômodos da casa.

Segundo informações extra-oficiais, Mauro, que trabalhava como pedreiro, teria sido demitido do emprego na manhã do crime. A delegada afirma que nenhuma testemunha do caso tinha sido ouvida até a tarde de ontem e as causas do assassinato ainda eram desconhecidas. A DDM instaurou inquérito para apurar os fatos. De acordo com Rossine, o destino dos filhos do casal não tinha sido definido até ontem.

Violência

A delegada não soube precisar quantos crimes dessa natureza ocorreram na cidade neste ano, mas afirma que o caso de anteontem foi um dos mais chocantes. Segundo ela, os casos de violência doméstica contra a mulher ocorrem com freqüência, chegando muitas vezes a fatos extremos como o assassinato.

“Infelizmente é uma coisa que a gente tenta trabalhar na prevenção. Mas a forma de prevenção da violência doméstica é muito delicada porque você tem que entrar dentro do seio da família. Como você consegue prevenir um crime dessa natureza? É muito difícil”, avalia.

Comentários

Comentários