Auto Mercado

Diga adeus à procura por peças

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Foi-se o tempo em que encontrar peças de reposição para carros com mais de dez anos de uso era difícil. Atualmente, o mercado disponibiliza uma série de opções para quem, por exemplo, procura a substituta para aquela lanterna traseira quebrada ou uma correia gasta do motor dos “velhinhos” ou já fora de linha.

As montadoras são as primeiras a colaborar para tornar a vida dos proprietários desses veículos mais fácil. Em fevereiro deste ano, elas firmaram um acordo informal pelo qual se comprometem a abastecer o mercado para modelos com até dez anos de idade. A General Motors mantém até uma fábrica em Mogi das Cruzes (SP) destinada a esta finalidade.

Mas, se mesmo assim o motorista estiver gastando sola de sapato - e sofrendo - atrás de uma peça para seu auto, o melhor a fazer é seguir um roteiro antes de sair à “caça”. Nessa hora, a palavra-chave é pesquisar, a receita básica para um bom negócio.

Um dos caminhos naturais para a busca são as concessionárias, que costumam manter vastos estoques. “Apesar de ser mais difícil encontrá-las, o dono do automóvel nunca fica desabastecido da peça antiga, até mesmo das importadas”, garante Jair Vieira, gerente de pós-vendas da Baurucar/Volkswagen.

Ele ressalta, ainda, que a fábrica possui um estoque de 90 mil itens e está implantando este mês um projeto piloto específico para as peças do denominado segmento II - veículos com idade entre quatro e sete anos. “A finalidade é propiciar condições aos clientes de manter seus autos nas mesmas linhas originais”, considera Jair.

O consumidor também tem como alternativa o comércio varejista, que a exemplo das agências autorizadas reúne peças de vários tipos e anos. Segundo Eduardo Resta Filho, dono da Eduardo Rolamentos e Autopeças, quem procura um componente mais antigo para seu veículo não tem motivos para se preocupar.

Isso porque, conforme o comerciante, o mercado paralelo disponibiliza uma gama enorme de peças, que abrange desde modelos das décadas de 60 até os atuais. “É possível achar, por exemplo, desde o assoalho do Fusca 1962 até bandejas de suspensão do Corcel II”, ressalta ele.

Eduardo enfatiza que a razão para os donos de automóveis “velhinhos” esfriarem a cabeça está no número cada vez mais crescente de empresas especializadas na comercialização de peças para tais segmentos. “São distribuidoras que disponibilizam praticamente tudo e que constituem-se em grandes fornecedores para as autopeças”, revela o comerciante.

Com um catálogo de uma destas distribuidoras em mãos, Eduardo exemplifica seu raciocínio mostrando uma quantidade enorme de itens, das mais variadas décadas, possíveis de serem adquiridos. “Só não acha hoje quem não quer”, frisa Eduardo. “Até as de jipe, um veículo obsoleto, é possível encontrá-las, pois já há empresas ganhando milhões nesse negócio”, acrescenta.

Eduardo sustenta que somente em casos de modelos extremamente específicos e com vários componentes importados, como Landaus e Mavericks, o proprietário terá mais problemas para achar uma peça. “Mesmo assim, e se a procura emperrar, basta ele deslocar-se para São Paulo, pois lá há estabelecimentos especializados nessas marcas”, diz ele.

Internet

Outro meio prático e moderno para cumprir o objetivo da “missão” é a internet. Há vários sites de empresas e fabricantes de peças. Dois dos mais conhecidos são o Peças On Line e o Web Peças.

No primeiro - www.pecas-on-line.com.br - o internauta pode fazer a busca pelo código, que pode ser obtido em uma concessionária, ou pela descrição da peça. O serviço é grátis e disponibiliza até mesmo o telefone das revendas onde elas podem ser encontradas. Já no segundo (www. webpecas.com.br), o dono do automóvel também poderá obter o contato das empresas.

Comentários

Comentários