No momento presente, a Câmara Municipal de Bauru vive situações difíceis, cuja missão maior é julgar. De minha parte eu lhes digo: é uma questão de dever, de compromisso com os eleitores que lhes confiaram seu voto. A mesma noção de dever que tem aquele homem rústico, laborioso do campo, amando sinceramente o objetivo de seu trabalho e ao final do dia descansa o olhar no horizonte com a consciência tranqüila do dever cumprido.
É exatamente isso que nós, cidadãos bauruenses, esperamos de nossos nobres representantes dessa egrégia Câmara por onde passaram nomes ilustres e inesquecíveis para respeitá-la sempre. Nós gostaríamos muito se cada vereador fosse uma espécie de Cacique Seathl, que há 149 anos disse essas palavras ao presidente dos Estados Unidos:
“Com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano, minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem. Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã.”
Um centavo é uma moedinha (dinheiro) de muito pouco valor, mas se pertencer ao povo, passa a ter um grande valor, passa a ser uma moedinha sagrada que merece o mais elevado respeito. O povo está cansado de ouvir “milhões de dólares foram para a Suíça”. Falsidades ideológicas, crimes continuados, formações de quadrilhas agindo em Santo André, São Paulo, Rio de Janeiro e etc, sem falar na bandidagem que não respeita mais nada, nem ninguém.
O povo de Bauru precisa ter a certeza que na Câmara Municipal existem homens fortes cujas palavras não vão empalidecer e que iremos oferecer aos nossos filhos e netos uma boa visão do futuro, como disse de maneira sábia o Cacique Seathl. Apurando com o máximo rigor e punindo de maneira exemplar todos aqueles que ousaram desrespeitar a moedinha sagrada, do povo, tão pequenininha, mas que é dinheiro. (Blasco Peres Rego - OAB 17.461)