Regional

Seis fogem da cadeia de Araraquara

Por Claúdio Dias | Tribuna Impressa
| Tempo de leitura: 2 min

Araraquara - A direção da Cadeia de Araraquara (125 quilômetros a Nordeste de Bauru) ainda não tem pistas dos seis presos que escaparam da unidade, na madrugada de anteontem. Por enquanto, a Polícia Civil (PC) não recebeu nenhuma denúncia sobre os detentos tidos como de alta periculosidade. As investigações estão sendo feitas pelos policiais do 3.º Distrito Policial (DP).

O diretor da unidade, Arnaldo José D’Avoglio Filho, explicou que apesar das buscas feitas na cidade, a polícia não tem idéia de onde os presos estejam escondidos. A direção não descarta a hipótese deles ficarem na cidade, durante alguns dias, até o assunto esfriar.

Na manhã de ontem, a Polícia Militar (PM), munida de autorização judicial, entrou numa residência no Jardim América onde havia denúncia da permanência de dois dos foragidos. Tudo foi revistado, mas ninguém foi encontrado.

Participaram da fuga Leandro Medeiros Hipólito, o “Pinóquio”, 23 anos, acusado de roubo, o traficante Carlos Mariano da Silva, 24 anos, Ricardo Luís Paulo, o “Ricardinho”, 22 anos, acusado de tentativa de homicídio e formação de quadrilha, o homicida César de Jesus Camilo, 29 anos, o traficante Alessandro Júnior Bidoya, 28 anos, e Roberto Carlos da Silva, 36 anos, acusado de furto.

Eles andaram pelo forro e saíram no telhado. Sem que os carcereiros ouvissem barulho ou as câmeras registrassem qualquer movimentação, os detentos lançaram uma “Teresa” (corda feita de lençóis e cobertores) pelo lado do canil do quartel e desceram. Eles saíram correndo pelo Batalhão e pularam o muro próximo à base da Polícia Ambiental e ganharam a rua.

Os fugitivos estavam na cela “X-7”, onde havia mais de 20 detentos. Para escaparem, arrebentaram a laje do forro e, durante a madrugada, engatinharam por cima da cadeia.

O titular da Delegacia Seccional de Polícia, Valmir Granucci, afirmou que a fuga aconteceu no intervalo da ronda do carcereiro da guarita. Segundo ele, uma sindicância apurará se houve falha de funcionários na fuga.

De acordo com o coordenador das Unidades Prisionais da região Noroeste do Estado de São Paulo, Antônio Paulo Veronezi, os presos da cadeia serão quase todos remanejados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto. Ele espera a remoção de vários detentos da unidade para iniciar a desativação do presídio local, prometida há mais de um ano.

Com capacidade para 48 presos, a cadeia tinha cerca de 200 detentos no último domingo.

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