Regional

Queda de árvore mata trabalhador

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - O operador de motosserra Márcio Amancio Rodrigues, 26 anos, morreu ontem à tarde, em Agudos (15 quilômetros a Sudeste de Bauru), vítima de um acidente de trabalho. O fato ocorreu em uma floresta de pínus, na fazenda Monte Alegre. A área, de propriedade da empresa Duraflora, está localizada no quilômetro 323 da rodovia Marechal Rondon.

Segundo informações do delegado assistente de Agudos, Eron Veríssimo Gimenez, Rodrigues era funcionário da empresa A. Drabecki, do Paraná, que atua no setor de madeira compensada. A vítima, moradora de Agudos, trabalhava no local com outros funcionários, na derrubada de pínus.

De acordo com o delegado, no momento do acidente um dos trabalhadores, Pedro Freire da Silva, 40 anos, cortava árvores, operando uma motosserra. A vítima estaria próxima ao companheiro, utilizando o mesmo equipamento para cortar em troncos menores os pínus já derrubados.

Em determinado momento, uma das árvores que estavam sendo serradas por Silva caiu, atingindo a cabeça da vítima, que morreu no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru, onde foi submetido à necropsia.

Um inquérito foi instaurado pela delegacia de Agudos para apurar o caso. Segundo Gimenez, a Polícia Técnica compareceu no local. Além disso, foram acionados o Ministério do Trabalho de Bauru e a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho. “Esses órgãos vão desencadear uma fiscalização visando verificar se as condições de trabalho estavam dentro da legalidade.”

Silva não foi ouvido ontem à tarde, segundo o delegado, porque estaria traumatizado com o episódio.

Gimenez afirma que ainda é cedo para adiantar se as condições de segurança estavam sendo respeitadas pela empresa responsável. “Só depois de concluído o inquérito é que será possível estabelecer se houve alguma omissão ou negligência.”

Gimenez afirma que, se constatadas irregularidades, os responsáveis podem responder por homicídio culposo. Segundo o delegado, a vítima era casada e possuía filhos.

Não encontrados

A reportagem entrou em contato com o escritório da Duraflora, mas os responsáveis pela empresa não foram localizados.

Uma funcionária da A. Drabecki, que não quis se identificar, afirmou que a vítima era registrada e trabalhava para a empresa desde janeiro deste ano. Os responsáveis também não foram encontrados para prestarem declarações.

Segundo informações apuradas preliminarmente pelo delegado Gimenez, a Duraflora teria vendido um lote de pínus de sua propriedade à empresa A. Drabecki, que estaria realizando, com funcionários próprios, o corte e a retirada do material no local.

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