Tribuna do Leitor

A grande heroína


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“Se não puderes ser pinheiro no alto da colina, sê no vale algo de pequeno, mas sê a melhor coisa pequena na margem do regato. Sê um arbusto, se não puderes ser árvore. Se não puderes ser uma estrada, sê um atalho; se não puderes ser um sol, sê uma estrela; pelo tamanho não te salvas nem te perdes. Sê o melhor que quer que tu sejas” - Douglas Malock.

É divino saber que estive por nove meses dentro de ti. Fui carne da tua carne e sangue do teu sangue. Sentia o que você sentia! Lá de dentro, podia sentir o cuidado que você tinha comigo e os gracejos e projetos que me falava acariciando sua barriga. Às vezes respondia, lembra? Com um chutinho aqui e outro ali e outras formas que você lembra muito bem. Foi muito bom estar aí dentro observando toda a ansiedade e preparatórios para minha chegada. Lembro-me das roupinhas, brinquedos, cueiros, chupetas e mamadeiras. Porém, tudo isso era insignificante perto do amor e dos planos que sonhava para mim.

Enfim, nasci! Lembro-me das histórias e estórias que me contava. Quantas vezes cantarolastes músicas para que eu pudesse dormir! Confesso que sinto falta, me trazia uma paz indescritível. Quando eu era pequeno tinha um grande herói, hoje sou adulto e tenho uma grande e inigualável heroína: você Mamãe.

A propósito, não consegui ser uma grande árvore no alto da colina, mas sou um arbusto beira água cristalina. Até tentei ser uma estrada, porém isso requer muito da gente; consegui ser um atalho. O sol, nem tentei ser, só existe um; porém estou tentando ser uma estrela. Aprendi com você mamãe, ser pequeno, mas ser o melhor que eu possa ser.

Não somos mais ligados por um “cordão da vida”, mas ligados por um cordão invisível e eterno; o cordão do amor. Obrigado mamãe por fazer eu existir! Te amo mamãe! (Melquisedeque de Castro - reverendo da Igreja Presbiteriana de Bauru)

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